14 de mar. de 2010

O Político

Por Evaldo Gabriel

Continua a discussão, tanto na Justiça Eleitoral, como em amplos setores da sociedade, sobre o impedimento de candidatos que tenham algum tipo de processo criminal, ainda que em fase não definitiva. E o mesmo que acreditar em Papai Noel, mas tudo bem, depois que um Governador foi preso talvez seja um avanço. A praxe, até aqui, permite que o sujeito arrolado em um ou vários processos obtenha o registro e dispute a eleição para cargos eletivos (Vereador, Prefeito, Deputado Estadual ou Federal, Governador, Senador, Presidente da República),uma vez que não sofreu ainda a condenação em última instância. Isso sendo uma vergonha para o país. Para se habilitar a um emprego público ou na iniciativa privada, o cidadão tem de apresentar uma ficha limpa (antecedentes criminais); se responde a qualquer processo, sua admissão é sustada até que as coisas sejam explicadas. Até mesmo para um emprego doméstico, os patrões pedem referências e não há truculência nesta exigência: os próprios interessados sabem que necessitam de bom passado para obter novo emprego.
Mesmo com a facilidade de crédito que hoje vigora, não se compra a crédito um rádio nas lojas especializadas sem que o serviço de proteção ao crédito não seja acionado para a realização do negócio. Antigamente, até os pais das noivas tomavam informações sobre os futuros genros.
Para obter um emprego de faxineiro de edifício ou se habilitar à compra de um microondas a crédito, somos obrigados a apresentar uma ficha limpa. Não se compreende que para o cargo de Prefeito ou Vereador, Deputado (Estadual ou Federal) ou Governador, o candidato esteja com seu passado policial ou financeiro “sub judice”.
Com tudo isso não é difícil encontrar políticos mesmos presos concorrendo, mas uma pessoa que um dia cometeu um deslize não consegue mais um emprego digno são tantas fraucatuas políticas roubando até IGREJAS, tudo bem, outros querendo trabalhar de detetive, defensor da população e outros depois que perdem o mandato, mas o nosso povo brasileiro sempre dá um jeitinho. "Dê um peixe a um homem faminto e você o alimentará por um dia. Ensine-o a pescar e você o estará alimentando pelo resto da vida."
Tudo ocorre quando encontramos a facilidade de conseguir algo em troca, ou seja: "Se você quer manter limpa a sua cidade, comece varrendo diante de sua casa".
Com a consciência em quem votar que o nosso município ou estado e até mesmo o país pode mudar. Quem vende seu voto "Tudo o que somos é o resultado do que temos pensado".
Se uma pessoa fala ou age com pensamento ruim, a dor a segue, tal como a roda segue a pata do boi que puxa a carroça...
Se uma pessoa fala ou age com um pensamento puro, a felicidade a segue, como uma sombra que nunca a abandona.
"Quando o governo é formado de homens justos e honestos, o povo vive feliz. "Há de se cuidar do broto para que a vida nos dê flor e frutos".
Por Evaldo Gabriel
E-mail: evaldogabriel@bol.com.br

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