20 de mar de 2011

OPINIÃO - MELHOR SEM ELA


Vejam que incoerência: antes da criação da chamada Associação dos Estudantes de Guaíra, os estudantes possuíam condições muito melhores de transporte, de bolsa de estudos e de acesso ao Gabinete do Prefeito e negociação com as empresas. Na época de sua criação, os entusiastas da AEG buscavam uma forma de receber re-passe de recursos financeiros do Governo Municipal. Estavam ávidos por uma parcela do dinheiro público. Com a inviabilidade da pretensão financeira, a coisa desandou e a atuação da AEG passou a ser unicamente fazer lobby com empresas de ônibus vencedoras de licitação de transporte escolar, não bastasse, cobrava pela confecção de uma carteirinha que não ser-via para nada além controlar o embarque e desembarque de alunos, o que poderia ser feito com qualquer cartãozinho de cartolina. Lembramos que tal carteirinha também proporcionava pagamento de meia-entrada em eventos na cidade de Guaíra, nada além do que a própria carteirinha da Faculdade já proporcionava em âmbito nacional. Desde a criação, nunca vimos a AEG lutar pelos reais interesses dos alunos. Nunca buscaram parcerias para uma biblioteca pública de qualidade, com livros científicos e técnicos. Preocupam-se demais com o transporte universitário, mas esquecem dos universitários que optaram por cursar a faculdade municipal e a UAB que funcionam em prédios inadequados. A AEG não brigou nem um pouco para que as promessas referentes à aquisição pública municipal de ônibus para o transporte universitário fossem cumpridas. Não desenvolveram estudos, não apresentaram sugestões, não protestaram contra o descumprimento de promessa, enfim, não fizeram absoluta-mente nada. A AEG tem prioridades como receber dinheiro de passageiros avulsos que, devido ao eterno problema da falta de ônibus de linha Guaíra/Franca, e que são obrigados a embarcar nos ônibus universitários. A AEG acaba embolsando o dinheiro da passagem avulsa, que de direito, sempre foi e deve ser rateado entre os estudantes QUE PAGAM MENSALIDA-DE DO ÔNIBUS, ou então, o valor apurado com as passagens avulsas deve descontado o valor da última mensalidade do trans-porte no ano. Alguns membros da AEG não são mais estudantes, pois já se formaram, e assim sendo, deveriam dar lugar aos suplentes que estão cursando alguma faculdade ou universidade, já que os interesses estudantis dos formados praticamente se esvaíram. Mas isso não é questão legal, mas sim, moral e ética. A AEG oferece Cópias xerográficas e Internet aos Estudantes. Mas o Acessa São Paulo também oferece Internet às pessoas. Não bastasse, este ano, ao fazer o recadastro na AEG, os alunos foram surpreendidos com um valor de R$ 20,00 (vinte reais). Isso parece uma brincadeira, mas pagar esse valor pela confecção de um cartão plástico é um tanto desproporcional. E correram comentários como os de que “quem não se associasse ou fizesse recadastra-mento ficaria impedido de embarcar rumo ao curso universitário”. Mas isso foi mais uma jogada, uma falácia, já que a Constituição Federal, do mesmo modo que dá plena liberdade de associação, como se pode aferir no artigo 5º, inciso XVII, prevê também no inciso XX do mesmo artigo que “ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado”. E caso o Poder Público impedisse alguém de viajar, estaria ferindo o princípio da igualdade. E não há lei, decreto ou resolução que possa fazer frente à Carta Magna. Aos associados resta a esperança de dias melhores, mas uma associação que não cumpre seus objetivos é como um barco que navega sem comandante, flutuando sem rumo ao sabor do vento.
Fonte: www.guairaemfoco.com

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