26 de mar de 2013

Folha cai no ridículo

Por José Dirceu, no blog do Altamiro Borges:

 A pauta e a agenda da nossa imprensa continuam muito politizadas e dirigidas. Centram-se em um único foco: criticar e/ou desconstituir os programas e realizações dos nossos governos, de forma permanente e cirúrgica. A Folha de S.Paulo especialmente tem se dedicado a essa função. Reconheço que ela está no seu direito e papel.
Cabe a nós petistas, e aos do governo também, entrarmos nessa luta política, responder e disputar a opinião pública, mesmo que com menos alcance que o jornal, embora esse alcance hoje não seja assim tão menor, já que contamos com as redes sociais. Esse "trabalho" de criticar e/ou desconstituir os programas e realizações dos nossos governos está sendo realizado com muito empenho pela Folha. E nem sou eu quem o diz, foi a ombudsman do jornal, Suzana Singer, no último domingo, em sua análise publicada com a chamada "Títulos desafinados".

 Com muita serenidade e texto sóbrio no qual ela recorreu às críticas dos leitores ao jornal para fazer a sua análise - eles percebem isso, viu, Folhão? -, a ombudsman mostrou inúmeros casos em que há forçada de barra nos títulos para criticar ou prejudicar o governo, o que resulta, muitas vezes em erros crassos entre manchete e textos, com as matérias não correspondendo absolutamente ao que dizem os títulos.

 No afã de perseguir governo, títulos não correspondem a reportagens

 Vou ficar em um exemplo demonstrado pela ombudsman: semana passada o jornal publicou na 1ª página o título "Dilma gasta só um terço da verba para tragédias". Somente lendo a matéria o leitor descobria que, como afirmou o próprio jornal, "o governo federal compartilha com Estados e municípios a dificuldade de usar o dinheiro reservado no orçamento para esse fim".

 "O jornal decidiu imputar a culpa toda a Dilma. A escolha das palavras na capa deixou isso claro. Se a Folha vai fazer campanha contra, deveria dizer explicitamente", escreveu o administrador de empresas Marcelo Bloisi à ombudsman.

 No caso da imagem do ex-presidente Lula, alvo de reportagens da Folha há quase uma semana por suas viagens internacionais, o jornal cai no ridículo ao fazer matérias como se fosse um escândalo, algo imoral ou ilegal, um presidente ou um ex-presidente convidar empresários para viagens internacionais.

 Querem imobilizar ex-presidente, impedi-lo de trabalhar 

 O material deles só revela a fragilidade dos argumentos e o objetivo claro de simplesmente constranger o ex-chefe do governo, sua ação politica e a de seu Instituto. O material que vem sendo publicado há quase uma semana nada mais é do que uma mistura de inveja e despeito pela liderança do ex-presidente no Brasil e no mundo.

 Como, aliás, revelam as pesquisas de opinião pública do próprio Instituto do Datafolha, pertencente ao jornal. Neste caso Lula o Folhão está se portando com uma pequenez que não esta à altura de sua própria historia e do papel do jornal, tantas vezes desempenhado com grandeza.

 Leiam, aqui, a análise da ombudsman no Folhão de domingo com a chamada Títulos desafinados. Sobre esta sanha da Folha contra o ex-presidente Lula, vejam, também, o comentário publicado pelo Luís Nassif em seu blog sob o título As viagens de FHC e Lula e a escandalização seletiva.

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