6 de mar de 2013

Pra dizer que não falei das flores

Por Sidnei Ferreira, em seu Facebook:
Apesar de qualquer divergência ideológica ou questionamentos com relação a sua postura política, é inevitável não se admitir a grande perda que a América Latina sente hoje com a morte de Hugo Chávez .
O historiador Luiz Felipe de Alencastro, em seu livro "O trato dos viventes", cita o Brasil, como " A flor exótica da América Latina", é inevitável concordar que sendo o Brasil o único país de idioma português e o único em nosso continente colonizado por portugueses, somos bem diferentes em costumes, tradições e paixão pelos sentimentos bolivarianos demonstrados por nossos vizinhos hispânico americanos. 


Hugo Chávez, assim como todos os herdeiros políticos da América do sul, pós intervenção norte americana, alimentou um ódio pelo imperialismo estadunidense, que na maioria das vezes o cegava. Defensor apaixonado da ideologia bolivariana e nacionalista fanático, dedicou sua vida política à luta pela libertação dos povos sul-americanos, da dominação, econômica, cultural e psicológica, dos Estados Unidos nos países da América do Sul, inclusive o Brasil. Por mais, peculiar, extremista e exótico que tenha sido o governo de Hugo Chávez, esse sem dúvida alguma deve ser lembrado como homem de honra, que lutou e arriscou a vida pelo seu povo, pela sua pátria e pelo maior ideal de todos, a liberdade. Esse texto não é uma martirização de um déspota, demagogo, muito menos uma sublimação póstuma dedicado a um General. É simplesmente reconhecimento. Reconhecer que, nenhum homem lidera um país sem mérito e sem honras, a história de Chávez, ainda que contada por pessoas que discordem, questionem e rejeitem sua forma de governar, não poderá jamais omitir que, aquele presidente que demonizava George W Bush na ONU e que ouviu de um ex-explorador "falido", mas europeu, "Por que não te calas?" é um mito para a política mundial e mesmo um príncipe europeu insistindo pra que ele se cale o nome de Hugo Chávez entra para a história muitos capítulos a frente de qualquer herdeiro metrópole falida. Mesmo aqui, na flor exótica da da América latina, Hugo Chávez é respeitado não pelo seu governo, mas pela coragem de não se calar frente as ervas daninhas do capitalismo de cabresto, europeu e norte americano.

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