30 de abr de 2013

SÓ NA JUSTIÇA, JORNAL “O GUAÍRA” TEM DÍVIDAS EXECUTADASEM QUASE MEIO MILHÃO. DE REAIS. ENTRE 2011 E 2012, VEÍCULO RECEBEU, DE FORMA DIRETA E INDIRETA, MAIS DE QUATROCENTOS MIL REAIS. DO GOVERNO JOSÉ CARLOS AUGUSTO; ALGO EM TORNO DE R$ 17 MIL POR MÊS


Por Conrado Vitali de Oliveira, nas redes sociais:


Guarde este número: R$ 451.420,13. A bagatela de quase meio milhão de reais é a somatória de execuções de dívidas na Justiça que pesam sobre os ombros alquebrados do jornal O GUAÍRA, uma espécie de revista Veja (sempre a serviço da elite ) muito mal escrita - tal qual um mural de erros gramaticais crassos e concordância verbal sofrível. Está tudo lá, no site do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, para quem quiser conferir com os próprios olhos. Na edição deste domingo, o veículo, que não conseguiu disfarçar seu apoio à candidatura de José Carlos Augusto nas últimas eleições, tenta, em meio à sua agonia financeira, envolver O JORNAL – corajoso veículo da jornalista Monize Taniguti, capaz de produzir matérias exclusivas que O GUAÍRA, por seus compromissos com a elite decadente da cidade, jamais poderá publicar – numa patética e até mesmo hilária “teoria da conspiração” com o Governo Sérgio de Mello.


O grande problema do jornal O GUAÍRA são as digitais indeléveis de sua redação nas relações mais que amigas com o governo passado. Senão, vejamos. Em 2011, quando o então prefeito José Carlos Augusto já se preparava para tentar a reeleição, o jornal da família Lacativa recebeu módicos R$ 206.282,00; entre pagamentos feitos ao JORNAL E EDITORA O GUAÍRA LTDA (R$ 151.199,24), JORNAL O GUAIRA VICENTE LACATIVA LTDA (R$ 3.600,00), INARA LACATIVA ME (R$ 17.708,00) e WILSON MARCOS BAGATINI (R$ 33.780 em dois pagamentos: um de R$ 14.400 e outro de R$ 19.380). Ato contínuo, já em 2012, ano em que a elite amiga do jornal O GUAÍRA viria a perder o controle da cidade apesar dos esforços do veículo da família Lacativa para manter José Carlos no poder, a prefeitura sob o comando carlista pagou mais R$ 208.484 às empresas ligadas a O GUAÍRA: JORNAL E EDITORA O GUAIRA LTDA (R$ 116.974,63), WILSON MARCOS BAGATINI (R$ 76.800 em dois pagamentos: um de R$ 67.300,00 e outro de R$ 9.500,00) e INARA LACATIVA BAGATINI ME (R$ 14.710,00). Isso quer dizer que o jornal da família Lacativa recebeu, em dois anos, nada menos que QUATROCENTOS E CATORZE MIL REAIS. Isso dá um “cala-boca” nada desprezível para os padrões guairenses de R$ 17 mil e duzentos ao mês. Já entendeu porque o JORNAL O GUAÍRA tanto defende os nomes alinhados com o governo José Carlos Augusto ou quer que eu desenhe ? Ora, para um jornal que deve quase meio milhão de reais em execuções judiciais, garantir um molha-defunto de R$ 17 mil ao mês, por dois anos seguidos, assegurados pela assinatura amiga do prefeitão do coração, é música para strip-tease seguido de serviço completo. “Conga La Conga...Conga, Conga, Conga.....” É como se estivesse escrito na porta da espelunca em neon barato (daqueles que falham quando pousa uma mosquitinho): sim, é claro que nós vamos defender quem defende o governo José Carlos. Comprometido com a elite da cidade – cepa decadende da sociedade local amparada em infindáveis securitizações agrícolas e operações seqüenciais de leasing para construir falsos impérios – o jornal O GUAIRA, embora jamais vá admitir isso, vive momentos difíceis. Devido à sua tradição de péssima gestão - materializada nos 13 processos de execução de dívidas que correm solto na justiça (apenas três de um total de 16 foram solucionados mediante pagamento) e que qualquer mortal pode consultar no site do TJSP – O Guaíra, desde os tempos em que atuei no órgão como seu principal articulista e diretor de redação no início dos anos 90, sempre dependeu do dinheiro público de uma forma ou de outra. Atrasos de salário e uso de cheques de funcionários para levantar dinheiro (conheço a história em detalhes picantes e você, leitor, vai conhecê-la do início ao fim, com nomes, depoimentos e comprovantes) são práticas que jamais escandalizaram o santo órgão de imprensa que recebeu mais de QUATROCENTOS MIL REAIS do governo José Carlos entre 2011 e 2012. Os novos tempos, marcados pela força da internet com seus blogs e redes sociais e a própria concorrência de outros jornais, com gestão enxuta, coragem editorial e qualidade gráfica muito superior – como é o caso justamente de O JORNAL, de Monize Taniguti – completam o caso de desespero e agonia de um veículo que , em outros tempos, reinou no conforto da falta de concorrência. As coisas mudaram e o Jornal O GUAÍRA, “pesadão”, em preto e branco ultrapassado e afundado em dívidas e execuções, sentiu o baque. A linha editorial amistosa, sempre destinada a não criar problemas com os pagantes – públicos e privados – tornou-se insuficiente para mantê-lo diante de uma nova realidade, marcada por uma concorrência ágil, disposta a mostrar que mesmo numa cidade de 40 mil habitantes é possível praticar um jornalismo que incomoda os poderosos. A velocidade instantânea das redes sociais engoliu, sem cerimônia, a imagem de “fiel depositário da exclusividade” que O GUAÍRA sempre procurou vender na época em que posava de rei para uma multidão de cegos. Agora, sem ter para onde correr, O GUAÍRA tenta se agarrar ao que resta de suas possibilidades de sobrevivência. Derrotado nos episódios flagrantes de envolvimento com a campanha de José Carlos Augusto , como o fato de três mil exemplares do veículo com a reportagem tendenciosa sobre o seqüestro de Monize Taniguti terem sido encontrados e fotografados dentro do comitê do candidato que, em seguida, “pegou fogo” (chega a ser cretino) ; ou então como a falsa invasão da gráfica do veículo que Izildinha Lacativa (a matriarca atolada em execuções de dívidas na justiça) tentou, desesperadamente, imputar ao candidato Sérgio de Mello e foi escancaradamente desmentida por um vídeo que enterrou sua credibilidade mostrando um Mello educado e cordial cumprimentando os funcionários do local; O GUAÍRA chegou a 2013 sabendo que os tempos seriam terríveis. Perdeu o dinheirotudo da prefeitura carlista que lhe garantia R$ 17 mil ao mês; foi bater às portas da Câmara Municipal em busca de socorro e conseguiu uma esmola de R$ 49 mil anuais; miséria que não resolve seus problemas e apenas prolonga sua agonia. Diante de um inferno astral como esse, não resta outra alternativa a O GUAÍRA senão tentar desqualificar o trabalho corajoso de uma concorrência que reforça no imaginário da população (muito melhor informada e muito mais exigente) o quanto o jornal da família Lacativa é ruim; o quanto o jornal hoje comandado pela herdeira Inara Lacativa, é comprometido com o patronato da cidade, com as oligarquias que em outros tempos davam as cartas no comando do município. Tal qual a revista Veja, O GUAÍRA – descontados,é claro, os textos de grau primário e o desfile de erros vergonhosos da língua portuguesa – exerce a missão de tentar conspurcar a legitimidade verdadeiramente popular do atual governo guairense. Tal qual a revisa Veja, O GUAÍRA – descontados, é claro, o número minguante de assinantes e seu preto e branco emblemático de um passado que não deixa saudades – defende interesses financeiros e políticos explicitamente ligados a quem perdeu o poder. Ao defender, em suas páginas, nomes como Antonio Manoel da Silva Júnior, Aluísio Aguetoni (personagem de uma gravação histórica de ataques verbais ao candidato Sérgio de Mello que guardo com muito carinho) , José Eduardo Coscrato Lelis e de vereadores do baixo clero do parlamento guairense, como o presidente José Mendonça (autor este de ataques à liberdade de imprensa praticada justamente por O JORNAL, o concorrente que mostrou como O GUAÍRA , na verdade, é um jornal ultrapassado e sem qualidade) , O GUAÍRA simplesmente faz mais do mesmo: alinha-se a quem sempre se alinhou; os representantes de uma elite que perdeu a credibilidade, perdeu poder, perdeu a influência, perdeu as cidadelas dedicadas à masturbação de seus cotovelos e também perdeu vigor financeiro. A velha “elite” agrária de ontem, justamente aquela afagada há décadas pela jornalão senil da família Lacativa, vive,há mais de vinte anos ,pendurada em dívidas impagáveis e por isso mesmo securitizadas eternamente. Correndo por fora, o dinheiro mudou de mãos. Arrendatários de ontem, hoje são os proprietários de terra com receita mais sólida do município; são donos de balanços patrimoniais muito mais saudáveis que os dinossauros da agricultura guairense, muitos deles pendurados em agiotas. Como tenta sugerir O GUAÍRA em seus textos da patética edição de hoje, os “iguais se atraem”. O capítulo do seqüestro de Monize também merece papo reto. O episódio, marcado por um inquérito a jato que Monize vai questionar na justiça e na própria corregedoria de Polícia Civil, é utilizado como tática requentada por O GUAIRA, a serviço dos de sempre. Monize não está condenada à nada e tem todo o meu solitário e solidário apoio. O Brasil é um estado constitucional e Monize não pode aceitar que a culpem sem existir sentença e sequer processo a respeito. Portanto, quem sugere que a corajosa jornalista é uma criminosa tem o ônus de provar. Em outubro do ano passado, logo após o fim do processo eleitoral, entrei, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, longe de qualquer influência que O GUAÍRA possa ter sobre a fabricação de julgamentos políticos na terriha, com uma ação por danos morais no valor de QUINHENTOS MIL REAIS contra Izildinha Lacativa e o próprio jornal O GUAÍRA, por conta das afirmações de que eu seria o mentor intelectual do que eles (Izildinha e O Guaíra) chamam de falso sequestro. Na forma da lei, terão de provar que sou um criminoso. O caso está aos cuidados de uma das melhores bancas de advocacia sobre o tema na Capital da República. Eis que, espertamente deixando passar alguns meses, O Guaíra, numa clara manobra de contra-ataque, também me processa por danos morais pedindo R$ 27 mil (desse jeito não vão conseguir pagar a montanha de dívidas que têm na Jusiça). É uma comédia que fica mais saborosa ainda quando se constata que o escritório contratado por O GUAÍRA pertence a ninguém menos que Rafael Gasparino, advogado de José Carlos Augusto na campanha de 2008 e também advogado dos Aguetoni. Entendeu ou quer que eu desenhe ? O que mais deve desesperar e reforçar a percepção de próprio fracasso desse time de perdedores é não encontrar uma forma de me calar ou de calar O JORNAL; de impedir meu ímpeto pela revelação da verdade. No fundo, no fundo, e isso acaba com suas unhas, sabem que eu, com uma carreira consolidada na Capital da República, não dependo de nenhum vintém de Guaíra; de nenhum dólar furado de quem quer que seja; que atingi, desde os 40 anos, aquele fase deliciosa de independência e maturidade, para dizer o que penso, da forma que acho, sem me preocupar com os negócios; já que eles não estão na cidade; ao contrário de todos os meus algozes e fregueses de longa data. Mais irritante ainda – para toda a escalação dos perdedores – é terem de admitir, de forma privada (o que sempre acaba escapando e chegando até a mim) que sou uma das mentes mais brilhantes – sem nenhuma falsa modéstia (não jogo no time dos franciscanos) oriundas, pasme, do deserto mental da comunicação guairense. Igualmente terrível para seu ego caquético, os perdedores tentam, sempre em vão, dar o troco, registrar alguma “virada” num placar em que me mantenho invicto desde os anos 90. Quem sabe consigam algum dia. Até lá terão de aceitar que um guairense que está há 14 anos fora da cidade teima em dizer o que pensa, de uma forma demolidora e que mostra como no admirável mundo novo do século 21, a revolução da informação e toda sua rapidez é capaz de deixar claro que os dinossauros do jornalismo caminham, cambaleantes, para a extinção. Também pouco ou nada adianta falar em isolamento pessoal. Ora, ora,ora. Isolamento de quem, caras-pálidas ?Meu atual círculo de relacionamentos e amizades, construído com muito prazer, está na Capital da República, uma cidade com dois milhões e meio de habitantes. Amizades de infância que deixei em Guaíra jamais serão obstáculo para o que escrevo. Aqueles que entenderem minha opção profissional, continuarão amigos. Aqueles que não, seguirão eles seu caminho e eu, o meu. Sem sofrer. A vida é assim e ainda bem que é assim. Lamento informar aos perdedores e a todos aqueles que achavam que o fato de minha família sempre ter sido ligada, de várias formas, à elite da cidade, me impediria de fuzilar a hipocrisia dessa gente, que sempre estiveram equivocados. Minha profissão não é tentar ser igual aos meus mais. Escolhi meu próprio caminho e tenho um orgulho megalomaníaco dele. O boi de piranha vai continuar a atravessar o rio, tenha ele, de margem a margem, a largura de um Ribeirão do Jardim, de um Pardo ou de um Amazonas. Sem medo das piranhas.

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