29 de jan de 2014

Dúvidas sobre nova tarifa de água alcança 1% dos consumidores

Do Departamento de Esgoto e Água(DEÁGUA), nas redes sociais: 

 Apenas 1% dos consumidores que receberam a fatura de água em suas residências buscou o DEÁGUA (Departamento de Esgoto e Água) para sanar dúvidas ou apresentar requerimento de revisão da conta por supostas distorções nos valores.

 Entre 22 e 27 de janeiro, a autarquia havia totalizado a entrega de 9.600 faturas, de um total aproximado de 13.700 ligações de água em residências e comércio da cidade. Nesse período, 95 consumidores procuraram o DEÁGUA em busca de orientação ou questionando os valores apresentados nas faturas. 


“Dos 95 atendimentos feitos até o momento, 17 reclamações tinham procedência, porém quanto a erros de leitura, não com relação a cobrança indevida nas contas, isso não ocorreu ”, afirma José Getúlio de Oliveira, que atua na autarquia. “Porém precisamos não apenas resolver o problema apurado nesses casos, mas evitar que novos aconteçam”, afirma ele.

 Ele disse que a única forma de esclarecer dúvidas e corrigir eventuais distorções é procurando o DEÁGUA. “Os moradores podem ligar no 3330-1500 ou ir pessoalmente na autarquia. É importante esclarecer que a maioria dos problemas é resolvida na hora”, garantiu Getúlio. 

 A nova tabela de tarifas de água e esgoto entrou em vigor em 1º de janeiro. Em média, segundo o DEÁGUA, o reajuste alcançou 40% para quem consome até 80 m3 de água por mês. “É importante destacar que com a reorganização tarifaria está sendo possível ampliar a quantidade de famílias beneficiadas pela tarifa social”, afirmou. 

 A tarifa social é concedida para famílias de baixa renda reconhecidas pela Coordenadoria de Assistência Social. Para quem recebe o benefício, a tarifa de água pode variar de R$ 8,05 (para consumo mensal de 10m3) chegando até R$ 29,40 (para consumo de 30m3 por mês). 

 Getúlio também revelou que a rede de captação e distribuição de água enfrenta uma série de problemas que precisam ser resolvidos, “apesar dos investimentos que realizados ano passado e outros previstos para neste ano, como a troca de mais de 4.000 hidrômetros sem condições de uso”, observou Getúlio.

 “Precisamos recuperar a capacidade de investimento do DEÁGUA, aumentarmos a equipe de trabalho abrindo novos concursos, para que possamos realizar melhorias em todo o sistema, evitando que as pessoas enfrentem falta de água no futuro”, acrescentou. 

 Getúlio acredita que o reajuste conseguiu manter um equilíbrio na medida em que, segundo um levantamento divulgado pela autarquia, Guaíra ainda possui a menor tarifa de água da região. 

 Em um parecer emitido em 2012, o Tribunal de Contas do Estado afirma que o baixo valor da tarifa cobrado em Guaíra “não estimula o uso racional e consciente do consumo de água”, sugerindo que não há penalização para quem comete abusos ou desperdício. 

 A entidade também afirmou que o baixo custo da tarifa “impede que a autarquia obtenha receita suficiente para realizar investimentos de expansão e aperfeiçoamento de sua rede, reduzindo o alto índice de perda de água”.

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