5 de mai de 2015

A força da sociedade civil organizada

Adeir Alves

 A sociedade civil organizada está cada vez mais atuante nas questões políticas que envolvem os interesses da coletividade, falo isso depois de testemunhar milhões de Brasileiros que saíram às ruas para protestarem contra o aumento das tarifas em junho de 2013; protesto que ficou conhecido como a manifestação dos 20 centavos, como também a força popular à época causou o arquivamento da PEC 37, que proibia investigações de políticos pelo Ministério Público, na verdade os manifestantes queriam mais, mais investimentos na educação, saúde, cultura, esporte, transporte público, entre outros investimentos oriundos dos impostos pagos com muito suor. Desde as manifestações 1992 que culminaram com o impeachment do Ex-Presidente da República, Fernando Collor de Mello, não se via tantos Brasileiros nas ruas em manifestações. Também nesse ano no dia 15 de março assistimos uma grande multidão que saíram às ruas para protestar por um Brasil melhor.


Já diz o ditado: “Quando o povo quer muita coisa acontece, uma sociedade organizada e unida jamais será vencida”, a título de lembrança, olhando no retrovisor da história de nosso País foi a união consolidada entre o povo Brasileiro que unidos derrubou os pilares da Ditadura Militar, que aterrorizou nosso País por 21 anos (1964 a 1985).

E todo esse contexto envolvendo a força do povo nas ruas, evidentemente que tem direcionado o Brasil para consolidação do processo democrático, ainda que alguns políticos que insistem em praticar a política do coronelismo. A força popular é sem dúvida a melhor arma que o povo tem nas mãos quando algo não soa bem no cenário político, sobretudo quando há frustração generalizada no que tange as propostas concretas para os mais pobres, os negros. A participação popular nas decisões advindas dos setores políticos eleitos democraticamente é concomitante aflorado pelo desejo da grande maioria, deveria ser assim. Os pilares que sustentam a governabilidade de qualquer governo são veementemente oriundos da participação popular!?

Todo governo eleito democraticamente, quando em seu precioso projeto, sonhado pelo grupo político que alça todo sistema alavancado no processo eleitoral e que dão plenos poderes a um determinado político a mudar o curso da Cidade, Estado, ou País, o referido projeto antes de ser apreciado e, mais tarde aprovado pelo legislativo, deveria ser primeiramente discutido com o povo. Justo?

Nenhum projeto político deveria passar sem os olhos e a conscientização da população pagadora de impostos, não deveria haver reuniões, audiências públicas nas dependências das Câmaras Municipais por esse Brasil afora em horários que não condiz com a realidade da comunidade, mas na verdade quem ganhar ou perder com o desfecho de tal reunião ou audiência pública sem a participação popular? Entretanto todo projeto seja ele fecundado pelo executivo ou legislativo deveria ser primeiramente discutido com os contribuintes, quem sabe em uma longa audiência pública nos Bairros, nas Praças das cidades, a céu aberto com todos opinando?

A participação popular nas decisões, seja ela executivo ou legislativo deveria ser um processo natural emanada pela força da sociedade civil organizada. Como já dizia o saudoso Ulisses Guimarães: “... político só tem medo do povo nas ruas”, e nada mais!

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