21 de mai de 2015

O racismo na Ginástica Artística

Adeir Alves 

Na semana passada em um vídeo gravado pelos integrantes da Seleção Brasileira de Ginástica Artística e postado na conta do atleta Arthur Nory Mariano na rede social Snapchat, no vídeo aparece os integrantes da equipe composta pelos atletas Arthur Nory, Henrique Flores e Fellipe Arakawa fazendo brincadeiras racistas com a cor da pelo do atleta Ângelo Assumpção, que foi campeão da etapa da Copa do Mundo de Ginástica em São Paulo, Ângelo é negro e se mostra irritado no vídeo com as piadinhas de mau gosto.


 O conteúdo do vídeo mostra o atleta Arthur Nory Mariano proferindo os seguintes dizeres: Seu celular quebrou, a tela quando funciona é branca... quando ele estraga é de que cor? (gargalhadas), o saquinho do supermercado é branco ... e o do lixo é preto! 

O racismo está cada vez mais nítido no esporte Brasileiro, é inadmissível que o racismo ainda esteja acontecendo em uma sociedade democrática, igualitária e plural. A Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) publicou uma nota nas redes sociais afirmando que irá instaurar inquérito para encaminhar ao STJD da ginástica para definir punições a serem aplicadas aos envolvidos, entretanto que a CBG  haja com rigor conforme o código disciplinar, no Artigo 89, estabelece punições de advertência à desfiliação dos atletas envolvido no episódio. 

O racismo tem sido comum no esporte, certo disto no futebol nos últimos anos presenciamos vários casos de insultos racistas direcionados das arquibancadas aos jogadores negros como, por exemplo, o caso do volante Tinga do Cruzeiro em um jogo da Taça Libertadores e caso envolvendo o jogador do Barcelona, Daniel Alves, que também foi vítima de racismo no decorrer de uma partida Barcelona contra Villarreal no estádio El Madrigal na Espanha . 

É preciso punir com rigor da Lei casos como esses envolvendo o racismo no esporte, para que essa minoria entenda que o racismo é crime. 

Os governos precisão enfrentar a realidade no combate ao racismo, evidente que o povo negro não pode ser mais comparado a um saco lixo. Os governos precisam desvendar os paradigmas que imputam as secretarias estaduais e municipais de educação a não implantar a Lei 10.639, sobre a inclusão da história da África nos currículos escolares. 

 Enquanto não houver a nobre compreensão alinhado a uma posição firme dos governos em defesa do povo negro nada será justo, e o injusto sempre prevalecerá; os governos são agentes responsáveis pelo mecanismo de proliferação de políticas públicas reparatórias no tocante a combater veemente o racismo.

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