8 de jul de 2015

Prefeito Municipal deverá sair de cena

Adeir Alves 

Não há governo que suporte a dor de ser sistematicamente bombardeado pelos órgãos de imprensa sem ética, não é fácil ser posto na linha de frente dos interesses financeiros, da arrogância, do autoritarismo da imprensa e ser alvejado, sem sequer ter o direito constituído de se defender.


 Uma nova etapa seria erguida na gestão pública com o início da construção do emissário que vai de encontro à ampliação da lagoa de Santa Quitéria, que permitirá a desativação das lagoas do Fogão e a do Matadouro - investimentos que atenderão o excesso da venda desordenada de lotes nos últimos anos. 

Somando a construção do emissário, construção da nova creche no Bairro Jardim Eliza juntamente com a inauguração da UPA24hs, que deverá acontecer em meados do ano que vem, tudo era para ser uma maravilha, o prefeito ovacionado pela comunidade, mas não tem sido isso que vem acontecendo, pelo contrario, o prefeito vem levando um baita coro da família-imprensa, e sem um mecanismo para frear o voraz ataque dos órgãos de imprensa desmamados, o administrador público se vê acuado e fragilizado, assistindo sua popularidade caindo ladeira abaixo!

 Esse é um momento que exige cautela, um momento de estratégia que o prefeito terá que pensar em recuar e rever o funcionamento do cenário político, tomando ciência da realidade e o ambiente que o rodeia, não se render, mas tomar decisões acerca de contornar esse momento conturbado que assola a gestão pública; as decisões do prefeito nunca serão entendidas pelas caixinhas de poder que o brindarão e que faz os setores públicos uma extensão da vaidade de seus devaneios.

 Abraham Lincoln sofreu várias derrotas em sua vida, sendo derrotado em várias eleições, mesmo sendo derrotado em tantas eleições ele persistiu e acabou se tornando nada mais, nada menos do que Presidente dos Estados Unidos da América, em 1861!

 “A obra Nihno Ryoiki, conforme conta o livro “Reflexões sobre a Vida”: revela a seguinte história a respeito de Shõtoku Taishi: Em sua vida no palácio de Ikaruga, houve uma oportunidade para ele sair e passear um pouco, durante o passeio, na beira da estrada, encontrou um mendigo que estava doente e faminto, Shõtoku Taishi aproximou-se do mendigo fez várias perguntas e o consolou-o dando-lhe o sobretudo que o vestia e seguiu seu caminho. Mais tarde Shõtoku Taishi voltou pelo mesmo caminho e, no mesmo local, não encontrará o mendigo apenas o sobretudo dependurado em um galho de uma árvore balançando e sacudindo pelo vento – logo saberia que o mendigo havia morrido em um outro local - Taishi pegou o sobretudo e vestiu-o novamente para o espanto de seu vassalo que o acompanha durante seu passeio e que o indagou: por que veste o sobretudo que foi usado por um mendigo doente, esse traje pode estar contaminado, ainda seguiu dizendo o senhor não pertence à uma classe que necessita poupar? Taishi respondeu: fiz o que é certo, e isto está acima da sua compreensão.”

 As decisões do governo, no atual memento conturbador, cuja predominância é trazer a paz na gestão, jamais seriam compreendidas pela coligação de seu grupo e pela soberba vaidade de meia dúzia que o brinda ferozmente.

 Em meio ao descontrole dos órgãos de imprensa vira-latas, é hora do prefeito pensar em recuar, claro não (jamais) render aos ataques raivosos das famílias que mentem o poder absoluto da informação manipulada, mas ter estratégias, como, por exemplo: colocar o vice-prefeito na linha frente do bombardeio. 

Evidentemente com a saída momentânea do prefeito, Guaíra irá ancorar, pelo outro lado, o prefeito poderá ter novamente uma vida social com sua família, curtir seus filhos, quem sabe uma visita à “Terra Santa” novamente, até que a poeira abaixe, enquanto isso o vice-prefeito entraria em cena assumindo a gestão pública. Notoriamente como o vice-prefeito tem passado batido das retaliações proferidas pela família-imprensa, obviamente que o cenário político mudaria o foco com o vice assumindo a bronca, por mais, ele sentiria na pele o que é ser prefeito em Guaíra sob o comando de uma imprensa mercenária.

 Com essa decisão outorgada pelo prefeito, ele, o prefeito mataria dois coelhos em uma cajadada só, sobretudo, minaria o ódio da família-imprensa e cessaria a euforia do vice-prefeito, entretanto depois de um tempo de férias o governo municipal voltaria inaugurando a nova Creche e a UPA 24hs e ainda de quebra, anunciaria, com uma grande festa, o início da construção das casas populares, isso acenderia, feito um rojão sua popularidade, concomitante, dando o direito de opinar em um nome, em uma possível candidatura em 2016.

Um comentário:

Jô Costta disse...

Adeir, a rádio deturpou sua postagem e fez uso do conteúdo para atacar o prefeito. Claro que a intenção foi atingir, também você, que falou a verdade nos seus adjetivos, muito bem escolhidos, diga-se de passagem, para com imprensa guairense.