27 de mai de 2016

Governo, Napoleão Bonaparte e a batalha de Waterloo

Foto: Napoleão Bonaparte

Adeir Alves: 

 No desespero mais uma vez o prefeito municipal, na ânsia de aproximar-se da população e sepultar o estado destronado que encontra seu governo, em relação aos valores políticos, o prefeito postou nas redes sociais, passando por cima até dos setores responsáveis pela divulgação das ações governamentais, que estaria dando entrada no Graprohab/SP de todos projetos executivos: Urbanismo, Terraplanagem, Drenagem, Água e Esgoto, Ambiental, isso sendo aprovado para 30 dias, a notícia casou espanto em véspera de eleições municipais. 


Claro que essa notícia em véspera de eleições, depois de longos árduos quase quatro anos tentando romper as barreiras que o separa da população, o governo, inocentemente, acredita veemente que poderá aproximara-se do povo anunciando que a questão da construção de casas populares, plano de governo, se ficar só na promessa, não é culpa dele! 

 Do ponto de vista da união do grupo, uma notícia tão importante como esta, sem dúvida, teria que ser anunciada, compartilhada com todo grupo, até porque o chefe do executivo não conseguiria açambarcar um governo tolhendo a participação de seus aliados nas conquistas da gestão pública. 

Obviamente que a coligação que o elegeu sente-se excluída, assistindo o governo colher os frutos e brindando o que deveria ser a vitória de todos. Como podemos observar nas últimas conquistas do governo, o prefeito esqueceu-se de seu grupo, impetrado um estado de exclusão, onde o mais forte prevalecendo, um cenário manco protegido pelo arauto. 

 Quando falo da proteção do arauto, é uma incógnita de quem sabe tanto, mesmo não vivenciando o dia a dia da política municipal, claro que nestas alturas, seria, aliás, empobrecer o sentido metafórico das palavras grupo, por conta dos interesses pessoais, na verdade o silêncio destrói os valores de quem deveria estar à frente de quaisquer conquistas advindas das ações governamentais.

 Sem a participação do grupo, de fato analisarmos o quão o grupo representa alguma linha essencial, um marco, uma fronteira entre o prefeito e os oprimidos, senão é porque a coligação está distinta, aquilo que não participa dos sonhos do governo, algo não desejável e desconhecido; é um momento fatídico que assola a governança, que assimila a batalha de Waterloo. 

 O prefeito está disposto a correr o risco, ou caminha com o grupo, ou termina seu mandato sozinho, com Napoleão Bonaparte, na batalha de Waterloo. 

 A batalha de Waterloo traz à tona a realidade aprofundando nos princípios éticos e morais a respeito de que limites uma gestão poderá erguer para demarcar os espaços governamentais entre povo-governo e grupo, do que é permitido e proibido.

 Atenho-me à máxima de que, não é arauto, muito menos os fariseus moldados nos relinchos de quem aclamando um estado de beligerância na política municipal. Bernard Spitz: Os verdadeiros malfeitores ou os pequenos malandros são a encarnação de uma perda de senso comum a respeito das fronteiras entre o permitido e o proibido, o resultado de um abandono dos princípios éticos que deveriam inspirar a conduta pública. 

Despeço-me afirmando se adotarmos a atitude ingênua de quem lê, pela primeira vez, o modo que esse blogueiro conduz seus textos, ficará surpreso com esse jeito estranho, pois leva vocês ao campo do senso crítico despertando a importância dos valores éticos e morais na política municipal - porque esse é nosso dever, enquanto filhos de Guaíra.

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