7 de nov de 2016

Renato Moreira não deve bater de frente com o sistema corrompido

Adeir Alves:

Renato Moreira tem tudo para ser um vice-prefeito diferente de outros que passaram pela prefeitura nesses últimos mandatos desenhando uma péssima bibliografia política. Receber salário para ficar em casa, ou receber sua robusta quantia mensal durante quatro anos para ficar criticando o prefeito erguendo a imagem de vítima, esse não é o perfil de Renato Moreira, quem o conhece sabe de sua trajetória política como professor, secretário e vereador. 

 A força política de Renato Moreira nunca foi oriunda do poder aquisitivo, mas de sua grande popularidade com o povo, por isso ele não deve comprar briga com as famílias que detém o poder da imprensa em nosso município.  Enquanto Renato Moreira faz o meio de campo visitando os bairros, os setores públicos, reunido com os servidores públicos e os presidentes das entidades, Zé Eduardo tenta acalmar os caninos órgãos de imprensa, que vão fazer pressões perversas para terem acesso aos contratos com a prefeitura. Zé Eduardo vai ter muita dor de cabeça nestes longos quatro anos á frente do Paço Municipal. 

 Não será uma tarefa fácil para Zé Eduardo, abraçar uma prefeitura carente de uma boa administração, erguê-la depois do baita tombo... Entre tantos problemas que precisam ser resolvido nas áreas de Saúde, Educação, Esporte, Cultura, Assistência Social, Habitação, Iluminação do Parque Maracá, Santa Casa, equacionados os problemas do Bairro São José do Albertópolis, o Guaritá. Bom, eu vou parar por aqui, ou Zé Eduardo e Renato Moreira vão desistir de assumir a prefeitura em 2017.  

Mas voltando ao assunto principal desse texto: Como explicar aos barões da imprensa que a máquina pública tem suas atribuições e seus compromissos com os serviços públicos? Note-se que é uma situação deselegante para o futuro governo resolver, já que há tantos problemas na cidade que necessitam de urgência, contudo, a sede insaciável dos veículos de imprensa pelos contratos com a prefeitura, vai atravancar o desenvolvimento da futura gestão pública. 

 Será muito difícil escapar das investidas maldosas da família-imprensa, por isso, Moreira deve agir nos bastidores, com estratégia, ajudando Zé Eduardo a achar uma saída. Na verdade ceder ás pressões dos órgãos de imprensa mercenários é germinar um campo político de fraqueza moral; é evidente que essa é uma situação complicadíssima que poderá aprisionar o futuro governo, deixando-o refém do sistema corrompido – o outro lado da governança - ele, o prefeito, será fritado pela população, porque vão faltar recursos para abastecer os serviços públicos.

 “Todo poder emanado pelo povo e em seu nome é, sobretudo, a excelência do exercício dos princípios básico da democracia!” 

 Enfrentar o sistema corrompido é uma resposta à seriedade do que fraqueza moral, não nutrir o círculo vicioso envolvendo a imprensa é assumir uma gestão honesta movida nas engrenagens dos princípios éticos e morais da boa política.

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