1 de mai de 2017

Zé Eduardo, e a voz das ruas?

Por Adeir Alves:

 Sem consultar a população, o governo de Zé Eduardo impetrou algumas medidas antipopulares na área da saúde pública que, na minha opinião, pode causar transtornos na vida dos usuários dos PSFs (Posto de Saúde da Família) trazendo-lhes descontentamentos.

 O governo Municipal vai desativar as farmácias agregadas nas dependências dos postos de Saúde espalhados pelas regiões periféricas (mais uma política desnecessária que vai rende muita dor de cabeça à gestão pública), que realizava as distribuições de medicamentos para as comunidades dos referidos Bairros. Como funcionava antes da mudança: Quem necessitava de medicamentos automaticamente era contemplado (a) com os serviços públicos perto de suas casas, nos PSFs, o que facilitava a vida de todos, com a mudança, a pasta da saúde irá concentrar toda distribuição dos medicamentos em um prédio localizado no Bairro Vila Aparecida – Avenida 31. 


Antes com a descentralização dos medicamentos os moradores de cada território tinha o hábito de ir até os postinhos e solicitar seus remédios o que é muito prático vindo dos serviços públicos e muito bom para as famílias, no entanto, amparado por toda esta praticidade havia a boa convivência com os funcionários públicos, que inteiravam-se dos problemas de cada usuário o que, na verdade, é muito bom para os usuários do sistema público. 

 Os prefeitos por esse Brasil a fora não devem iniciar uma linha de confronto onde o mais fortes (governo) sempre vence os mais fracos (os mais pobres) sempre perdem. O filósofo Mário Sérgio Cortella diz que: “o confronto e a busca da anulação do outro é típico da relação que eu de um lado e ele do outro”. 

 Governar sobre a égide da imprensa, sem ouvir o eco das ruas (a voz do povo) é construir cárceres usando grades invisíveis aprisionando anseios e sepultando direitos, entretanto, o povo não deve aceitar retrocessos oriundos das ações governamentais nutrido pela coroa da vaidade - como também não podem assumir a posição de eternas vítimas do sistema. 

 É desanimador para quem reside, por exemplo, nos Bairros Jardim Califórnia, Residencial Taís I e II, Residencial Lígia, José Pugliesi, Tonico Garcia, Nova Guaíra e Aniceto Carlos Nogueira que estão localizados no outro lado (oeste) da cidade; imagine quem mora nos Bairros Vivendas do Bom Jardim, Jardim Eldorado, Bom Jesus da Lapa, quanto tempo terão que caminhar, às vezes debaixo de sol e chuva, para ter acesso a uma política de direitos, que antes não lhes traziam tantas dificuldades. Mesmo que o governo leve os medicamentos a cada comunidade de cada Bairro, atender todos ao mesmo tempo, isso vai gerar muito desgaste na administração, mais uma vez nem precisa dizer quem serão os prejudicados? 

 Na verdade o prefeito quis mostrar serviço na área da saúde pública e - no desespero - alavancar sua popularidade que anda em baixa no cenário político, no entanto pressupõe-se que, toda ação política fecundada sem a participação cidadão, acende um viés negativo direcionado a governança para uma caminho cada vez mais distante do povo. 

 Ainda há tempo para que o governo abaixar a guarda, reconheça que precipitou. O que poderia ser feito para restaurar a confiança do povo a Zé Eduardo? Uma boa alternativa: Nosso prefeito sentaria com a comunidade de cada território em consonância como os vereadores ouvindo as necessidades básicas de cada PSF (o que pode ser melhorado) e juntos aferirem o que realmente é bom para comunidade e para o governo?      

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