9 de jun de 2017

A solidão de Zé Eduardo

Imagem ilustrativa retirada da internet
Por Adeir Alves: 

 O prefeito Zé Eduardo tem assistido sua popularidade descer ladeira e, sem forças para erguer sua governança, o jeito tem sido buscar aconchego nos meios de comunicação, entre uma entrevista e outra, o prefeito deslumbra uma governança de ilusões, tentando aproximar-se do Povo em meio a um governo a esmo. 

 Com cinco meses de gestão e aproximando do primeiro semestre, Zé Eduardo ainda não apresentou uma proposta eficaz oriunda das ações da máquina administrativa, para sanar os problemas que impedem Guaíra alçar voo em direção ao desenvolvimento. 


 Questões ocasionadas pela limpeza pública, falta de investimentos nos Bairros, pendências a serem resolvidas com alguns especialistas do CEO (Centro de Especialidades Odontológicas), o irrisório 5% no aumento nos salários dos servidores públicos, o não funcionamento da UPA (Unidade de Pronto Atendimento), a falta de remédios, a escassez de políticas para incorporação de empresas e a empregabilidade em nosso município, são, contudo, atividades administrativas que não apresentaram propostas nesses cinco meses de gestão pública e, isso tem afetado em cheio a popularidade de Zé Eduardo. 

 Na busca de soluções para erguer Guaíra em meio ao memento conturbador, Zé Eduardo tem-se apegado aos órgãos de imprensa tentando desesperadamente encontrar o caminho que possa conduzi-lo de encontro ao povo. 

 Notoriamente que, com a estrutura governamental à luz da espera de um milagre, pressupõe-se que veemente há direcionamentos junto aos pagadores de impostos, para um estado de observação crítica e continua, sangrando os questionamentos extrínsecos  pelo descontentamento dos problemas gerados pela fragilidade da gestão pública. 

 Nutrir uma Guaíra moldada por políticas públicas têm sido, no atual momento, uma estrada sem começo e sem fim. Uma Guaíra e um Povo sem esperança emergindo num mar de dúvidas sobre a escassez das ações políticas, fazendo-os enfrentar suas próprias desilusões políticas, sobretudo, direcionando-os para o pensamento crítico: “Somos vítimas dos sistemas ou somos meros agentes ativos modificadores do cenário político”? 

 Do jeito que tem caminhado a atual gestão sem rumo, Zé Eduardo poderá perder o que ele tem de mais valioso nesse momento de baixa popularidade, a base aliada junto à Câmara Municipal; não é preciso ser um especialista em gestão pública, para notar que não havendo uma resposta política por parte do Chefe do Executivo no tocante à solução dos inúmeros problemas na cidade, o circo está montado, tudo indica que a base aliada de Zé Eduardo vai deixar o governo e, sem a égide da base aliada pode-se instalar o caos entre Legislativo e Executivo, isso seria péssimo para o progresso da cidade!

 Havendo distanciamento entre a base aliada e o governo de Zé Eduardo, é evidente que uma forte tempestade política, como nunca antes na história irá cobrir Guaíra, entretanto, o que a população não precisa, é um Legislativo em clima de beligerância com a administração pública, por isso, Zé Eduardo precisa abaixar a guarda e corrigir isso antes que os vereadores possam sofrer as devidas cobranças por parte da população. 

 "Sem diálogo não há entendimento" Weslley Schneider

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