21 de dez de 2017

Vereadores aprovam projeto de lei que autoriza o prefeito a realizar empréstimo de quase 4 Milhões, sem ouvir a população!

Imagem ilustrativa retirada da internet
Por Adeir Alves: 

 Na última sessão ordinárida do ano realizada no dia 05/12/2017 nas dependências da Câmara Municipal, os vereadores votaram e aprovaram um robusto projeto do governo municipal, que autoriza a prefeitura municipal a realizar a contratação de execuções de créditos junto ao Banco do Brasil: empréstimos de quase 4 Milhões. 

 O referido empréstimo de aproximadamente quase 4 Milhões será pago no caminhar de 5 longos anos, conforme o projeto do executivo municipal aprovado pelos vereadores. A título de esclarecimento: O atual prefeito vai pagar só três anos e o próximo gestor público terá que abraçar não uma herança, mas assumir um compromisso de dois anos de dívida da Prefeitura, aliás, só Deus sabe como ele vai encontrar o Paço Municipal Messias Cândido Faleiros!


 Esse assunto envolvendo esse grande empréstimo é, sobretudo um tema pertinente a toda comunidade pagadora de impostos, porque é com o dinheiro dos contribuintes que serão quitados os valor referentes às parcelas, nestes três últimos anos de mandato do atual prefeito, simples assim! É por isso que os nobres vereadores teriam que, antes de votar esse polêmico projeto, conversar com a população, para ver o que ela realmente pensa sobre isso? 

 O que esse robusto empréstimo vai impactar no desenvolvimento da máquina pública, perguntas que precisarão ser cunhadas no legislativo e esclarecidas à nossa sociedade? 

 Os funcionários públicos têm sofrido esse ano, com o magro aumento de 5% na folha de pagamento; questão de uniformes, pagamentos de licença-prêmio, habitação, entre outras políticas de direitos à classe de servidores públicos municipais, que precisam ser resolvidas e ainda não foram, será que esse projeto do executivo municipal não irá engessar a máquina administrativa implicando no retrocesso nas politicas de direitos ao funcionalismo? 

 Os bairros estão abandonados sem investimentos na realização de tapa buracos que estão por todos os lados nas regiões periféricas, os investimentos no tocante a construção de centros comunitários, centros culturais e reformas de quadras, investimentos na empregabilidade de jovens, a saúde publica está um caos apontado pela falta de remédios e fraldas geriátricas de má qualidade, a iluminação pública que parece não haver solução, a escassez de investimentos no Bairro São José do Albertópolis, o Guaritá, será que Guaíra não irá perder o poder de investimentos por conta das parcelas dos empréstimos, “destampa ali para tampar aqui”! 

 Dois pesos e duas medidas, a título de lembrança: Nos últimos quatro anos a gestão passada sofreu uma avalanche de críticas quando tentava, por diversas vezes, impetrar projetos que tinham no seu conteúdo empréstimos, os mesmos vereadores que criticaram e votaram contra são os mesmo que hoje votaram e aprovaram o empréstimo da atual gestão. 

 Na verdade pensando com responsabilidade no futuro do desenvolvimento da cidade, tudo que envolve dinheiro público tem que ser bem pensando sobre a égide da sociedade e, em consonância, aferir sobre que impacto a cidade poderá sofrer no futuro, porque se algo sair errado é eles, os munícipes que vão arcar com o ônus da ação impetrada pelo chefe do executivo. 

 Convenhamos, não haveria necessidade de nenhum tipo de empréstimo se a força política fosse o combustível da atual gestão. Dito isso, é valido lembrar que os Deputados Roberto Engler (PSDB), Arnaldo Jardim (PPS) e o Ex-Deputado Duarte Nogueira (PSDB), o Nogueirinha, que hoje é prefeito de Ribeirão Preto - SP, todos foram bem votados em nossa cidade, com votações expressivas, ainda não há resposta do por que eles andam sumidos de nossa cidade.

 “Todos devem assistir às sessões de nossa Câmara Municipal, é participando do legislativo, estando antenados e vigilantes nas pautas, atuando, apontando o dedo de seta, só assim derrubaremos o muro da vaidade e ergueremos a ponte do diálogo entre legislativo e comunidade.”

 “Vem, vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.”

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