22 de nov de 2018

Zé Eduardo terá que enfrentar seu próprio sangue

Adeir Alves: 

 O governo municipal perdeu o bem mais precioso que ele havia conquistado durante o período eleitoral, na campanha de 2016, o encanto do Povo. 

 A ausência do prefeito nas repartições públicas e nos bairros de nosso município tem ocasionado uma grande desconfiança na população que depositou seu voto de confiança nas urnas (2016), e que anseia por uma gestão pública que funcione com eficiência nos serviços públicos e, isso, não tem acontecido nesses dois últimos anos de administração pública. 

 Sem ouvir a voz da rua, o Prefeito Zé Eduardo impõe uma governabilidade totalmente a esmo, sem norte, sinalizando para uma sociedade descontente, ávida por um governo de excelência. 


 Zé Eduardo sabe que no final das contas é ele que vai pagar o pato, então, está mais do que na hora de dar uma injeção de ânimo em seu governo, nestes dois últimos anos que ainda faltam para completar seu mandato, começando conhecendo afinco os erros da administração e corrigindo-os.

 O prefeito municipal precisa erguer um elo de ações provenientes do clamor popular e, para isso, doa a quem doer, o povo acima de tudo. Se as ações governamentais não estão a contento dos pagadores de impostos, o gestor público precisa ouvir o eco dos Bairros sob a égide de uma nova política de coragem – enfrentando seu próprio sangue – colocando o Chefe de Gabinete, para trabalhar, abandonando a zona do conforto da assessoria do gabinete e pondo a mão na massa, indo ao encontro dos governados, sentido como anda a popularidade do governo?

 Passou da hora de Zé Eduardo “tomar” coragem e dar um chega pra lá no seu sossegado Assessor de Gabinete, para que ele faça jus ao alto salário (R$ 6.318,68) que recebe, arregace as mangas, saía da zona de conforto, vá ao encontro da população, ouvindo os anseios de cada território, anotando os problemas e levando-os ao conhecimento do prefeito, para que ele possa ter metas e delegar as devidas responsabilidades ao seu grupo de Secretariados. 

 Visitar os setores públicos conversando com os servidores, caminhar nas ruas dos bairros ouvindo os moradores e fazer as devidas anotações dos inúmeros problemas que precisam ser resolvidos, é o mínimo que o Assessor de Gabinete pode fazer para ajudar a subir a popularidade do prefeito Zé Eduardo, que está muito baixa no termômetro político. 

 É conhecendo os problemas da cidade que o prefeito poderá montar um projeto político com auxílio de seus Cargos Comissionados, para solucionar situações simples do dia a dia da cidade, que tem causado desconforto à população das regiões periféricas e dos setores públicos. 

 Não é um Assessor de Gabinete acomodado recebendo alto salário, que o prefeito precisa na atual conjuntura política. 

 “Político em cargo público não deve ser bajulado, mas cobrado.” Paulo Jordão 

 “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer” Geraldo Vandré

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