29 de dez de 2018

A reflexão crítica da Política em Guaíra

Adeir Alves:

 Como o prefeito José Eduardo Croscrato Lelis pode refletir e aprender com os erros de seu governo nesses dois anos de mandato à frente da prefeitura municipal.

 Basta caminhar pelas ruas dos Bairros de Guaíra para notar que há um certo abandono por parte do Poder Público, sobre os investimentos básicos, como cuidar das Praças e Quadras, Limpeza, Iluminação, Tapa Buracos, Transporte Público, acabar com a falta de Remédios, ou seja, dar ao Povo o que é do Povo! Guaíra nunca esteve tão abandonada no seu dia a dia, como nesses dois últimos anos.

 A Praça da Vila Aparecida revela a tristeza da falta de cuidados (iluminação, pintura na quadra, implantação de bancos e plataforma para abrigar às crianças que frequentam a rede pública de ensino); a quadra ociosa sem atividades esportivas e culturais, é uma porta aberta para o vandalismo. No entanto, nem a boniteza dos enfeites natalinos como foram feitos na Praça São Sebastião, no centro da cidade, infelizmente, não lembraram de enfeitar a Praça da Vila Aparecida, como tantas outras Praças das regiões periféricas de nossa cidade.


 No Bairro Abdala Elias, o Mutirão IV, demonstra o quanto a gestão pública está fraca sinalizada pela falta de investimentos nesse espaço público: bancos quebrados,  a ausência de atividades esportivas,   a quadra totalmente abandonada sem a devida cobertura, sendo destruída pela ação da intempérie, sem bebedouro de água e sem banheiros nota-se que é evidente a preconização da escassez de investimentos públicos, na verdade é uma situação dantesca que pede socorro.

Entre todas as atribuições tal como é concebida em uma Guaíra representativa, Zé Eduardo tem a nobre responsabilidade de enfrentar desafios e aprender como os erros de suas gestão, contudo, fecundando soluções que promovam a qualidade de vida dos contribuintes, jamais delegar suas responsabilidades para outros!

 Após dois anos de gestão sob a égide de um robusto orçamento de aproximadamente R$ 180 Milhões (este ano), o Núcleo de Convivência e Fortalecimento de Vínculos segue abandonado - e isso implica na reflexão crítica história-social e política a cerca do que é prioridade para a gestão pública e a Câmara de Vereadores como órgão fiscalizador.

 Como é de costume todo final de ano o centro da cidade é contemplado pela tradicional corrida de rua (São Silvestre) onde todos os munícipes, em condições físicas podem participar, é uma atração esportiva que leva uma grande multidão, para assistir os atletas suarem suas camisas; pelo jeito que anda o setor responsável pelo esporte, será mais um ano sem a tradição.

 A falta de investimentos nas atividades Culturais nos Bairros, levando em conta as oficinas da Casa de Cultura Professor João Augusto de Melo, direcionando-as (descentralizando) aos territórios, abrindo um leque de acessos à Cultura, isso é ter visão da leitura de Guaíra, pensando na sociedade como um todo, na construção história e política de nosso município. A falta de lazer para a população, em especial para os jovens das regiões periféricas, o município carece de opções de lazer. " As flores dos Bairros hão de florir um dia"!

 A visão crítica de Zé Eduardo sobre os valores espúrios que implicam o perverso silêncio da imprensa sobre os conceitos éticos e morais; um governo não governa acolhido pela omissão e a bajulação dos órgãos de imprensa e sim pelo clamor popular.

 A geração de empregos tão propagada no palanque, que fizeram os eleitores acreditarem que Guaíra seria referência na empregabilidade, impulsionado pela construção de um novo distrito industrial, só ficou mesmo na promessa.

 Talvez precisássemos de um Prefeito mais presente, que estivesse mais junto da população, que sentisse o que a população sente, que amasse mais nossa cidade, a ponto de se envolver mais, lutar mais, trabalhar mais, que comesse mais bolo de fubá junto com esse povo, e fizesse mais por essa gente trabalhadora, que sonha com uma cidade cada vez melhor e bem cuidada.

 É a reflexão crítica de Zé Eduardo sobre todos esses erros de seu governo, citado nessa coluna, humildemente, tudo indica que fará Zé Eduardo calçar as sandálias da humildade e rever os conceitos de sua gestão, saindo da zona de conforto (gabinete) enxugando os cargos comissionados, acabando com as gratificações a estes, enfrentado, sem medo, a reforma administrativa que precisa, urgentemente, ser realizada, evitando consequências maiores no andamento da máquina pública, bem como na folha de pagamento. 

 “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer” Geraldo Vandré

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