31 de mar. de 2020

Zé Eduardo tem o poder de incutir no grupo à capacidade de escolha de quem pensa diferente

Adeir Alves:

 O prefeito José Eduardo Coscrato Lélis (PSDB) vive um dilema na reta final de seu governo: quem tem conhecimento e experiência política para ser seu vice-prefeito ao pleito deste ano. 

 Com o termômetro de sua popularidade nos últimos três anos arrefecido, o chefe do executivo deu a cartada certa: apostou tudo no último ano com o inicio da construção das 232 casas, na troca das lâmpadas de LED e o ousado financiamento privado de 10 Milhões (com dois anos de carência para ser pago) para recapear vários pontos da cidade; com isso, Zé Eduardo acredita veemente na sua reeleição e, contudo, pode fazer história e não apenas estar presente nela
.

 Com grandes chances de vencer as próximas eleições, Zé Eduardo tenta, também, convencer seu grupo de que ele, obviamente, tem o poder da caneta. Para muitos, o atual prefeito sempre foi um lindo quadro na parede do gabinete admirado e bajulado pela Coligação; enquanto o Secretário de Obras e Líder do DEM, José Carlos Augusto exerce atribuições importantes à máquina pública. 

 Todavia a popularidade do Líder do DEM conquistou a confiança do chefe do executivo e do grupo Carlista, que sonha com a dobradinha: “Zé Eduardo e Zé Carlos” duas forças políticas que, possivelmente, venceria a oposição com sobra.

 Mas na vida pública nem sempre tudo é um mar de rosas, Zé Eduardo vive pressionado pelos apoiadores de campanha (os mais ricos e poderosos) que querem o vice-prefeito Renato César Moreira (PPS) a todo custo à sombra da reeleição. 

 Ao mesmo tempo, o postulante à reeleição ao cargo de prefeito sabe que apostar em seu vice é entregar à prefeitura à oposição. 

 Com 25% do orçamento público (Mais de 40 milhões este ano) destinado à pasta da educação (conforme o Artigo 187 da Lei Orgânica Municipal), poderia ser realizado muito mais do que potencializar o mesmo discurso (de todo ano) na entrega de uniformes, pintar apenas os muros das creches, escolas – do que priorizar o trânsito na entrada e saída, as reformas e ampliações, construir as plataformas nas praças públicas para proteger as crianças e adolescentes das intempéries, e a questão da tão sonhada climatização, quanta demora no planejamento das instalações elétricas; com tantos problemas não resolvidos, o gestor púbico viu em Zé Carlos uma ótima opção. 

 Entre a cruz e espada: Zé Eduardo pode fazer a coisa certa enfatizando Guaíra acima de qualquer interesse alheio e, para isso, é preciso ter saco roxo para enfrentar os arautos de Moreira - “Quando morria na cruz, Jesus Cristo foi notável ao dizer: Pai, perdoa–os, porque eles não sabem o que fazem”. E, a coisa certa a fazer é oferecer uma pesquisa popular entre Zé Carlos e Renato Moreira, assim Zé Eduardo mantém o peso da balança política equilibrado.

 Enfrentar às forças indômitas da matilha do vice-prefeito, não será uma tarefa fácil. O Filósofo Sócrates, porém, foi condenado a beber a cicuta a morrer envenenado por seu pensamento que contrariava a elite governamental, no entanto, Sócrates preferiu ser fiel a suas ideias a ter uma divida com sua consciência. 

 Renunciando o estado ganancioso orquestrado pelos mais ricos, Zé Eduardo incuti no grupo a capacidade de escolha de quem pensa diferente e a auto critica no processo democrático, minando o poder dos mais ricos.

 “Quem sabe faz hora, não espera acontecer” Geraldo Vandré

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