5 de ago. de 2020

Na ânsia de acender sua popularidade e vencer as eleições deste ano, Zé Eduardo tentou fazer a coisa certa!

Adeir Alves: 

 Na última sessão extraordinária (sexta-feira dia 24/07) que aconteceu nas dependências da Câmara Municipal, o chefe do executivo enviou para ser votado e aprovado, e isso na última hora, ou seja, com regime de urgência, o projeto de lei de número 33/2020, que ressalta a alienação de área da cidade, para a construção de 302 casas populares por meio do programa minha casa minha vida. 

O documento, tem como foco, mediante licitação, a venda de parte de uma área pública, por meio da modalidade leilão. 

Durante a fala de cada vereador, houve discussões acaloradas (o clima esquentou) entre os parlamentares da base do governo e os oposicionistas. 

 A área do projeto (33/2020) enviado à Casa de Leis está avaliada em R$ 2 milhões, que, dividido por 302 lotes, custaria à empreendedora a pequena quantia de R$ 6 mil cada terreno. Se fosse aprovado, a empresa poderia construir casas populares e vender aos munícipes, com os preços conforme ela achar proveniente ao custo das devidas construções. 


 Outro fator importantíssimo, é que não pode ser erguido (conforme projeto de lei aprovado junto à Câmara Municipal) empreendimentos populares a menos de quinhentos metros de lagoas de dejetos, então, por via regras, a prefeitura teria que desativar a lagoa do fogão e terminar a obra que já dura quatro longos anos, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETA), para começar a levantar casas. 

 Na verdade, o projeto 33/2020 tem como prioridade vender uma área pública, por meio de licitação à empresa privada. Como se trata de vender um espaço público, é necessária (é unânime) a participação da população, até porque envolve um pedaço de terra do município, por isso, não pode e não deveria ser votado às pressas, “a toque de caixa, sem ouvir a voz dos mais interessados, a população pagadora de impostos”!? 

 No decorrer da sessão o documento de número 33/2020 não passou, tendo quatro votos contra. A derrota do prefeito José Eduardo Coscrato Lélis deu-se, no entanto, porque não houve a participação da família Guairense, como um todo na fomentação e na elaboração do projeto; faltou estratégia à equipe do gestor. 

 A contribuição de todos juntos ao projeto 33/2020: O chefe do executivo teve a oportunidade única de reunir com os munícipes juntamente com as instituições (Ministério Público, Ordem dos Advogados, Presidentes das Entidades, entre outras autoridades) para construir juntos esse sonho, antes mesmo de enviá-lo à Casa Legislativa. 

 O diálogo entre governo e governado: Em audiência pública, a população tomaria conhecimento sobre o objetivo do prefeito, em alienar a área e, isto, contudo, daria consistência ao projeto, os parlamentares de oposição aprovariam porque teria o aval da comunidade; mal assessorado, Zé Eduardo preocupado com sua reeleição tentou empurrar na marra, não deu certo, e o feitiço virou contra o feiticeiro! Gestão Pública não se faz com imposição legislativa.

 Como o apoio da imprensa, Zé Eduardo tentou fazer a coisa certa, vender um braço de Guaíra a uma empresa privada, para que ela erga 302 casas populares, mas não deu certo; a repercussão da derrota do governo pode afundar sua reeleição. 

 Durante a sessão os quatro vereadores que votaram contra por acharem que precisaria de mais tempo para conversar com seus eleitores e estudar a proposta do executivo, são eles: Ana Beatriz Bia Junqueira (Podemos), Moacir João Gregório (PSB) Maria Adriana Gomes (MDB) e José Mendonça (SD), os que votaram a favor do prefeito, são: Cecílio José Prates (SD), Edvaldo Donisete Morais (PSDB), José Reinaldo dos Santos Júnior (DEM), Caio César Augusto (DEM), Jorge Domingos Talarico (PSDB), Rafael Talarico (PSDB), José Reginaldo Moreti (PSDB). 

 Talvez faltasse a base aliada do prefeito experiência política  em adiar em 20 dias solicitado pelos vereadores de oposição para analisarem e projeto, neste tempo dialogar com a população e colocar novamente o projeto em votação, uma vez que legalmente o projeto está correto e o formato que tem que ser feito atualmente, independente der ser o prefeito Zé Eduardo ou o próximo. Quem perde nesta história é a população pagadora de impostos cansada de demagogia, principalmente em ano eleitoral, onde o que importa é ganhar as eleições quer seja para o Executivo ou Legislativo, mas a população é inteligente e saberá discernir tudo isso e votará consciente. 

 “Quem sabe faz hora, não espera acontecer” Geraldo Vandré

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