25 de set. de 2020

A imprensa e a inversão de valores

Adeir Alves:

Basta ler alguns jornais ou ouvir programas jornalísticos de rádios, para ver o quanto a imprensa se transformou em uma espécie de escudo de grupo político, ou seja, quem paga melhor tem a proteção e o direito à omissão! 

 O que deveria ser um instrumento democrático de fiscalização e proteção dos recursos públicos em benefício à sociedade e, concomitante um mecanismo no combate às práticas ilícitas, infelizmente é o contrário, a ganância pelo dinheiro público exalta à inversão de valores. 

 Na verdade os órgãos de imprensa sem comprometimento com as prerrogativas que alicerçam os valores éticos do bom jornalismo, não é e nunca foi novidade vê-los de quatro em quatro anos produzir o mesmo cenário orquestrado pelos falsos arautos da moralidade e seu envolvimento com coligações políticas; a imprensa tem sido, no entanto, um verdadeiro Cavalo de Tróia! 

 Os robustos contratos entre o Poder público e os veículos de imprensa ajudaria e muito a resolver os inúmeros problemas da cidade relacionados aos serviços públicos inerentes aos mais pobres!

 O desserviço impetrado pelas famílias donas da imprensa é uma verdadeira afronta ao direito à informação. 

 É mais fácil culpar a comunidade pela inoperância do governo que insiste em sustenta esse círculo vicioso: Serviços públicos fragilizados, em muitos casos os serviços de limpeza pública não funcionam, obras inacabadas, mau uso do dinheiro erário público, a escassez de água, entre outros absurdos, é tudo culpa de quem paga seus impostos e acredita, até então, que eles seriam bem conduzidos à frente da prefeitura de suas referidas cidades; a imprensa mercenária sob a égide dos acordos financeiros encarrega de inverter os valores! 

 Uma imprensa vulgar acorrentada a determinado grupo político, notoriamente influencia os eleitores na escolha de seus governantes, isso, porém precisa estar apenas no lúgubre epitáfio da história política do município. 

 Com a cegueira dos órgãos de imprensa vendidos, as redes sociais emergiram o confronto à imposição a estes meios antiéticos, trazendo, entretanto, em tempo relâmpago, as notícias verdadeiras e desmascarando o binômio político e família imprensa. 

 O crescimento das redes sociais está sendo muito profícuo para o amadurecimento da sociedade democrático sob o livre acesso à informação e a escolha de seus representantes políticos sem serem manipulados e induzidos pela família imprensa. 

 Mas a população é inteligente e saberá discernir tudo isso, e fará valer seus direitos nas urnas neste ano.

 “Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados.” Millôr Fernandes

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