28 de mar. de 2010

“O Laranjão”

Por José Getúlio de Oliveira
Havia num pequeno município do interior paulista certo Laranjão, que era um comerciante até bem sucedido, e que foi convidado a ocupar um desses cargos públicos nomeados pelo poder executivo e, no caso do Laranjão, o cargo era em uma área muito próxima da sua atuação comercial.
Como o convite partiu do seu grupo político, que já defendia há muito tempo, ele aceitou, fez um trabalho que foi até elogiado, mas sem que a população humilde e de muita boa fé percebesse o favoritismo que o “O Laranjão”, cada vez mais popular, ou melhor, “populista”, praticava. Isso fazia com que seu gosto pelo poder aumentasse ainda mais, podia atender a quem bem quisesse, mesmo que em detrimento de outros mais necessitados; podia também comprar sem licitação, emitia requisições para compras, sempre beneficiando amigos e etc...
Comprou e recebeu mercadorias com superfaturamentos que variavam de 250% até 1600% sobre o valor real. Ao final dos quatro anos, sua popularidade estava em alta, beneficiado pelo excesso de favores que fazia.
O favoritismo mascarado e embutido no seu estilo de bom moço escondia até a falsa ideologia de filiado do partido de Arruda.
Mas, o seu partido perdeu a eleição e ele se sentiu um peixe fora d’água. Querendo, então, se manter no poder e não se importando com o compromisso com o grupo, procurou o partido vencedor e propôs se filiar em troca da sua continuidade no cargo; além de procurar pessoalmente o presidente do partido, mandou vários recados através de outras pessoas para outros membros do novo governo. É claro que a proposta foi negada por não ser decente.
Com o passar do tempo e longe do poder, viu-se obrigado junto a outros companheiros do partido, a testemunhar contra a prefeitura em favor de funcionários que estavam sendo investigados em processo administrativo por desvio de verbas públicas do pequeno município.
Vieram novas eleições, e ele então candidata-se a vereador e sai às ruas para cobrar a fatura, frase usada por políticos sem escrúpulos, que faz caridade com dinheiro público, e no momento das eleições vem lembrar sua clientela do favor recebido esquecendo-se que muitas vezes são direitos do cidadão e dever do estado.
Elege-se prometendo favores a Deus e todo mundo, mas, seu grupo político já sem a hegemonia de sempre, prejudicada pela aliança de interesses, deixa-o sozinho na defesa de um governo sem rumo.
O Laranjão então tem que defender um transporte universitário que estranhamente teve empenho e pagamento relativos ao mês de janeiro mesmo com o início das aulas só no mês seguinte.
Mesmo no dia do aniversário da vizinha cidade universitária, quando foi ponto facultativo, houve transporte. Inclusive nos dias em que as escolas ficaram fechadas devido a campanha de prevenção da “gripe A”, também houve transporte universitário empenhado e pago.
Agora só resta ao Laranjão, usar o espaço público sendo garoto propaganda, de empresa privada e mandar e-mails a grandes empresas pedindo pelo amor de Deus que venha para sua cidade.
Mas, a população da humilde cidade anda temerosa com a facilidade que tem o tal Laranja, de apropriar-se indevidamente de autorias de textos, sejam eles literários ou não e até mesmo de leis. Acredita-se também que pode apresentar um pedido de emenda na lei nº. 9.610/98 que protege os direitos autorais e direitos morais sobre obras literárias, o que lhe facilitaria em muito sua atuação intelectual.
Esta é uma pequena parte da história do controverso Laranjão.
Ainda tem mais, mas por hoje, é só.
Por: José Getúlio de Oliveira

2 comentários:

Anônimo disse...

mais malandrado que o senhor era na antiga administraçao nao tem como falar de niguem tome cuidado senhr adeir preste atençao com andas tem um ex presidente de estudante que e um malandro aonde vamos parar ate hoje os estudante levou o calote em dinheiros equipamentos que nao foi pago e ainda quer querer ter moral fico olhando a postura desse conselheiro seu passado fala po si proprio

Nossaguaira.com disse...

Eu apenas registros os fatos... meu trabalho é em pró ao povo das periferias . Sou amigo de todos, que me - quer BEM, "não Julgue para não ser Julgado". Adeir alves Idealizador do nossaguaira.com