4 de abr de 2013

Jango e o golpe de 1964.


Por Adeir Alves


 Em meados da década 1960 o País atravessava uma turbulência política depois da renúncia de Jânio Quadro em 1961, assumindo a Presidência seu Vice Presidente João Goulart (Jango como era conhecido) um político de perfil esquerdista. 

Todavia, Jango tinha como meta as reformas de base, que pretendiam reduzir as desigualdades sociais brasileiras. Entre estas, estavam às reformas bancária, eleitoral, universitária e agrária.

O perfil de Jango, sempre preocupou as elites e a imprensa, quando Jango propôs a reforma constitucional, houve reação simultânea das elites e da imprensa criando clima favorável para o Golpe, à reforma tinha como base controlar as remessas de dinheiros para o exterior, consolidar canais de comunicação aos estudantes e dar poder de voto aos analfabetos que era a maioria da população.
Em março de 1964, no Rio de Janeiro, no ápice de seu Governo, Jango determinou que a reforma agrária e a nacionalização das refinarias estrangeiras de petróleo, foi o estopim para as elites e a imprensa reagir e atacar Jango. 

Na última segunda-feira (1º) completou 49 anos do golpe Civil - Militar batizado de revolução de 31 de março pela dobradinha imprensa - militares, que culminou na derrubada de Jango. Após a derrubada de João Goulart (1964), instaurou-se com o apoio da imprensa, uma violenta e desumana Ditadura, sanguinária que torturou e matou quem se opusesse ao Regime Militar. Durante 21 anos naquela época, o Brasil foi dominado pelas atrocidades das Forças Armadas. 

 Para fortalecer a hegemonia do golpe, os militares alicerçaram-nos editoriais da imprensa, alinhada ao golpe de 1964, a imprensa proliferou em seus editoriais o fracasso do Governo Goulart, ao mesmo tempo, seus editoriais relatavam os valores das Forças Armadas. 

No momento do Golpe, primeiro de Abril de 1964, não houve manifestações por parte dos editoriais da imprensa na época contra o regime que derrubou a ordem legal e depois o Presidente João Goulart eleito democraticamente, sobretudo houve uma reação ostensiva nos editorias da imprensa que expressou apoio a derruba de Jango.

 A imprensa teve participação no alinhamento da estrutura da Ditadura, cedendo seus veículos às Forças Armadas no trabalho de perseguição aos movimentos estudantis e as lideranças sindicais e políticas.

 Após 49 anos atrás, refletimos sobre  a conspiração envolvendo a imprensa  e os militares,  que  rompeu a legalidade democrática instituída no País pela Constituição de 1946, que derrubou o governo democrático de João Goulart (1961-1964), no dia primeiro de Abril desse ano, consagra o imaginário popular como o “dia da mentira”, seria trágico se não cômico, ver a imprensa comemorar o  dia do movimento Golpista.



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