1 de ago de 2014

Uma imprensa das trevas

Por Adeir Alves 

 Durante a história que moveram épocas em Guaíra a imprensa sempre teve participação na política guairense, sempre apoiou seu candidato e lutou bravamente para que seu círculo vicioso e escuso fosse aclamado sobre a égide de seu grupo político, na sua maioria, pertencente à classe rica. 


A direita conservadora energizada pelos loteadores e fazendeiros têm lá seus meios financeiros em épocas de eleições, com o desejo voraz de empurrar goela adentro, de quatro em quatro anos, quem sabe, um coronel no poder administrativo do Paço Municipal, para mais tarde favorecer os financiadores de campanha, claro que protegidos pelos robustos contratos com a imprensa. 


O município sempre esteve nas mãos desse sistema acobertado pela imprensa, isso atravancou evidentemente o desenvolvimento de nossa cidade, aspecto como a habitação foi incutido nesse ciclo que favoreceu as questões financeiras dos loteadores e, simultaneamente, conduziu a família guairense de baixa renda que, na sua grande proporção, reside nas regiões periféricas a conviver em situações desconfortantes com a escassez de habitação e pagando os aluguéis mais caros da região. 

A participação nítida da imprensa na política de Guaíra já vem de muito tempo amedrontando os grupos políticos oriundos dos pobres, certo disto, nas últimas eleições a família guairense ficou horrorizada com a ousadia de um membro do Jornalão da Baronesa, esse membro acusou um candidato a prefeito de ter invadido as dependências de seu Jornal. Mais tarde, tudo ficou esclarecido, era uma tática da imprensa para destruir o candidato da esquerda e alavancar a candidatura de seu patrão que, até então, sustentava um contrato milionário com a família da referida imprensa. O feitiço virou contra o feiticeiro, desde então houve uma atenção por parte dos cidadãos pagadores de impostos quanto às ações manipuladoras do incontestado órgão de imprensa.

 Todo esse poder dado a imprensa por meios de contratos com o poder público, renasceu das cinzas uma imprensa das trevas que mais parece um partido político defendendo seus interesses escusos. A ousadia antiético da imprensa com todo esse poder de atacar e não dar o direito de respostas a nossos políticos, de bater e perguntar depois, todo esse esquema, não comungado pelo povo, também não é de interesses de nossos vereadores discutirem esse assunto pertinente. 

 A imprensa vai continuar manchando a história política de nosso município, analisando, convenhamos que a nossa Câmara Municipal sustente sem nosso consentimento, um robusto contrato com a imprensa, tudo fica bem, a imprensa não fiscaliza os gastos de nossa Câmara e os nobres vereadores continuam sendo os ventríloquos das famílias da imprensa. 

Como dito neste texto a imprensa há tempos influenciava no processo político de nosso município, nas últimas eleições o ciclo vicioso envolvendo a imprensa foi quebrado, o povo acordou.

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