16 de jul de 2015

A Guaíra que a imprensa tentou esconder

Adeir Alves 

 Foi uma dificuldade para as famílias guairense que, na época necessitava para sua sobrevivência a importante questão da moradia que é um dos pilares da dignidade humana e que, sobretudo abrigasse seus filhos, como não havia propostas demandadas pelas ações governamentais nos últimos anos, sonhar com casas populares era impossível, o jeito foi viver a mercê de um aluguel com preços exorbitantes.

 Não havendo políticas habitacionais oriundas das ações do governo, na época predominou-se o grande negócio da especulação imobiliária que culminou com os preços de lotes valendo ouro e desaguando em um ritmo acelerado que ascendiam em nosso município, os aluguéis mais caro de nossa região e, consequência de tudo isso, aliás, mantinha a família guairense refém de um sistema imposto pela escassez de habitação.


 O excesso da venda de lotes, aproximadamente 22 loteamentos espalhados nos quatros cantos da cidade, como nunca antes na história de nosso município e, sem um estudo que desse um parecer de como a rede de esgoto, que há anos não é contemplada por investimentos, poderia sustentar o excesso de loteamentos, com também o que poderia acarretar o crescimento desordenado da especulação imobiliária em consonância com o déficit habitacional, sobretudo que impacto isso causaria no desenvolvimento da cidade. 

Conforme o negócio da especulação imobiliária ganhava asas, a imprensa pegava carona nos lucros. Para a família-imprensa era só mais um simples loteamento aberto sobre o discurso de que Guaíra cresce, contudo, a imprensa lucrava com a divulgação de cada loteamento, entretanto, a matemática funcionava da seguinte forma: quanto mais loteamentos eram abertos, aumentava a somatória nos lucros da imprensa, na verdade sem fiscalização por parte dos órgãos competentes, a família-imprensa nadou de braçadas.

A imprensa foi o carro chefe na divulgação dos loteamentos e na viabilidade de suas vendas, sem um plano oriundo das ações governamentais que priorizasse a importantíssima questão de habitação e, simultaneamente um robusto investimento na rede de esgoto, Guaíra caminhou para o fundo do poço, direcionando á família guairense a pagar um aluguel caríssimo e, ainda sepultando o sonho dos guairenses de sonhar com sua casa própria.

Hoje há uma cobrança por parte de nossa população quanto à questão de habitação, isso porque outras gestões não fizeram sua lição de casa.

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