2 de jun de 2017

A Guaíra que Zé Eduardo vem tentando esconder

Por Adeir Alves: 

 Existe uma preocupação por parte da família guairense quanto à escassez de políticas de lazer nas regiões periféricas. A título de conhecimento: a palavra lazer deriva do latim licere, cujo significado é “ser lícito, ser permitido”.

 Bairros como: Nova Guaíra, José Pugliesi, Joaquim Pereira Lélis, Tonico Garcia, Luís Afonso, Banespinha, Residencial Thaís I e II, Residencial Lígia, Jardim Califórnia, Jardim Solaris – saída do Guaritá e o Bairro R. Guimarães, não há projetos oriundos das ações da máquina administrativa no tocante a construção dos devidos espaços de lazer nesses Bairros e, sobre isso, a não oferta de atividades de lazer erguer-se um muro entre governo e governados.


 A escassez de lazer nos referidos Bairros deveria ser uma barreira a ser rompida pelos agentes públicos, mas na prática não tem sido isso que presenciamos. 

 É preocupante que os Bairros citados acima, não há no discurso do governo municipal, propostas para construção dos espaços de lazer e esportivos. 

 A ausência do governo municipal nos Bairros é, sobretudo, um assunto que proporcionaria grandes debates calorosos entre os nobres vereadores, se eles caminhassem (olhar crítico) entre as ruas e avenidas das regiões periféricas de nossa cidade. Quantos projetos de lazer e esportivos essas comunidades pagadoras de impostos seriam contempladas se tais visitas fossem consolidadas? 

 Na verdade quem caminha por esses Bairros se espanta com o cenário dantesco produzido pelo esquecimento do chefe do executivo; consequentemente a inércia governamental instala-se um estado percussor da ociosidade que toma conta das comunidades, cerceando um direito universal ao lazer. 

“Segundo Joffre Dumazedier, o lazer é um conjunto de ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se e entreter-se ou, ainda para desenvolver a sua informação ou formação desinteressada, sua participação social voluntária ou a sua livre capacidade criadora depois de se livrar ou desembaraçar das obrigações profissionais, familiares e sociais”. 

 O estado de abandono é pior quando não há interesse na fiscalização por parte dos órgãos de imprensa, uma Guaíra que Zé Eduardo vem tentando esconder, isso não é bom para o progresso! 

 O Artigo 192 da Lei Orgânica de nossa cidade revela que o município apoiará e incentivará o lazer como forma de integração social. O lazer é uma ferramenta de valores que permeiam uma sociedade, moldando-a em consonância com os valores de nossa constituição, entretanto o lazer é um direito social e uma necessidade básica de todos os cidadãos brasileiros garantindo no Artigo 6º de nossa Constituição Federal. 

 Que Guaíra queremos erguer nestes quatros anos de governança, uma cidade moldada por políticas públicas ou uma cidade de retrocessos nutrida pelo desejo inconsequente dos investimentos no Carnaval ou seremos induzidos a louvar a badalada Festão do Peão (“pão e circo” )? 

 É preciso sepultar o vocalismo perverso: Guaíra de festas e, emergir a plataforma da excelência nas ações do governo (políticas públicas) direcionadas aos Bairros.

 “É eliminando a excelência, o que se conseguirá é não apenas a mediocridade generalizada, mas o que é pior: uma mediocridade complacente, Ralf Darendorf”.

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