30 de mar de 2018

O silêncio de Zé Carlos

Por Adeir Alves: 

 Desde que assumiu o cargo da Secretaria de Obras, o ex-prefeito José Carlos Augusto (DEM) têm mantido o silêncio diante dos inúmeros problemas ocasionados pela má gestão pública. 

Zé Carlos durante seu governo (2009-2012) cultivou um terreno fértil de popularidades entre os mais pobres sobre a bandeja do assistencialismo somado aos inúmeros eventos e festas. Mas a pedra preciosa do governo Carlista foi à vinda da empresa Tomilho (Predilecta) gerando centenas de empregos, no entanto na época o ex-prefeito seguiu triunfante em sua governança. 


 Nosso município vem caminhando em passos lentos quanto à questão de seu desenvolvimento econômico enfatizado pela deficiência no déficit do orçamento público e, com os braços de forças políticas amputados, é impossível captar recursos para nutrir o poder de investimento da máquina pública, na verdade Guaíra está à espera de um milagre. 

Entretanto, Zé Carlos têm a faca e o queijo para ajudar o atual prefeito a sair desse momento de intempérie que empurra a cidade em direção ao retrocesso, basta sair do anonimato para enfrentar o perverso fogo amigo, tudo por Guaíra! 

 Zé Carlos e habitação: Nos últimos quatro anos, Zé Carlos comandou com competência o Escritório Regional da Casa Civil do Governo do Estado de São Paulo, a ERPLAN, que atendia há época, 19 municípios na região de Barretos, Zé somou popularidade entre os municípios adquirindo experiência e notoriedade com os prefeitos, nutrindo-se de força política, por isso não seria difícil resolver o problema de casas populares que têm causado preocupação à família guairense. 

Zé Carlos e os Servidores: O descontentamento da classe de servidores públicos poderia ser resolvido se Zé Carlos abraçasse a responsabilidade oferecendo o diálogo como mediador de conflitos entre o chefe executivo e a classe de funcionários públicos, com isso Zé ganharia a confiança da classe e, concomitante, proporcionaria um aumento de salário justo e condição digna de trabalho.

 Zé Carlos e a Faculdade: Foi a frutífera união entre Zé Carlos e o vereador Cecílio Prates (SD) que gestou a geniosa ideia, depois de muita luta, transformar o prédio da antiga Incubadora de Empresas instalada no Distrito Industrial 2, no maior sonho de Guaíra ser contemplada pela Faculdade presencial. Infelizmente depois da reforma e as devidas adequações, é triste ver o prédio abandonado sem previsão de funcionamento, o silêncio de Zé Carlos precisa ser quebrado para que a Faculdade de início as suas atividades. 

 Zé Carlos e sua mágoa: Na atual gestão, o impedimento de comandar a pasta da educação pode ter sido o seu maior desapontamento na vida pública.

 Zé Carlos e o sonho do grupo: No entanto, as três pastas que o grupo Carlista sonhou em comandar: Educação, Saúde e Cultura. Zé Carlos sabia que essas Secretarias colocariam seu nome com o primeiro absoluto à disputa ao próximo pleito eleitoral, mas o que coligação Carlista não esperavam que suas asas fossem cortadas pela tesoura da vaidade, mesmo desapontado, Zé Carlos foi velhaco e não deu o gostinho amargo aos Coronéis do fogo amigo de tirá-lo da gestão! 

 Zé Carlos e o silêncio: O silêncio de Zé Carlos têm incomodando não só os seus eleitores, mas toda opinião pública, uma Secretaria apagada, uma força política acorrentada, um conhecimento administrativo empírico ignorado que poderia ser bem mais aproveitado na gestão pública, contudo, Zé Carlos precisa abandonar o confinamento e dar uma resposta contundente sobre seu silêncio na administração pública à família Guairense. Afinal, foi o eleitorado de Zé Carlos que ajudou o atual prefeito a ser eleito e ter a robusta votação de 13.640 nas urnas em 2016.

 “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer” Geraldo Vandré

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