22 de jan. de 2020

Orçamento Municipal tem gastos com salários de Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores de R$ 1.250,4 Milhões

Adeir Alves: 

 A aprovação da manutenção dos salários do Executivo e Legislativo causou um baita susto à família Guairense. Na verdade, a forma com que foi orquestrado a Sessão Extraordinária, que aconteceu no final da tarde de 09/01, sem a presença da imprensa, contudo, esse episódio, no entanto, foi um choque de desmotivação à sociedade. Sessão Extraordinária essa que não durou nem quatro minutos, sendo considerada a mais rápida da história do Legislativo Guairense.  

A título de esclarecimento: Os órgãos de imprensa têm muita importância na divulgação dos atos e fatos referentes aos acontecimentos do Legislativo, pois é sobre o trabalho da imprensa livre, que os leitores mantem-se antenados, por tanto, a Câmara Municipal não pode agir como um egrégio Tribunal, sendo esta a Casa do Povo, ou seja, os vereadores estão a serviço da população. 


 Outro fato preocupante e agravante é a questão da organização aos serviços internos da Casa Legislativa - a preocupação foi tanto em votar os robustos ganhos mensais que se esqueceram de atualizar o site da mesma. Desde o dia primeiro de janeiro, quem for buscar esclarecimentos junto à Casa leis, vai notar que, ainda, está com o nome do Presidente da Legislatura do ano anterior (2019); por ser tratar da Câmara Municipal, isso é sério e não pode estar acontecendo, até porque as informações públicas têm que estar atualizadas aos munícipes e demais autoridades. 

 O novo comandante do Órgão Legislador, Edvaldo Donizete de Morais (PSDB), têm a nobre chance de fazer a coisa certa, ordem na casa, como também, instalar o ponto eletrônico (digital), como foi feito na prefeitura municipal.

 Voltando a falar da indignação dos robustos salário pagos aos Poderes Executivo e Legislativo, é notório o descontentamento de quem paga seus impostos e esperam que estes voltem na forma de políticas públicas. Não tem como fechar olhos para a realidade que nos envolve e a cada passo nos entristece, ao vermos a Administração Pública realizar tantos empréstimos. 

 É o bom senso por parte da classe política que pode resolver a situação das entidades, da saúde pública e a falta diária de remédios, médicos especialistas, a segurança pública, o sistema educacional, a compra dos equipamentos necessários à Santa Casa, o trânsito entre tantas outras questões básicas que pode melhorar o acesso aos bens e aos serviços públicos a nossa comunidade, isso sim é compreender a presenças dos políticos na vida e no progresso da cidade.

 Até Dom Pedro II demostrou desânimo à política, como ilustra o escritor: 

 Desabafou Dom Pedro II, em carta à  Condessa de Barral: “A política da nossa terra cada vez me repugna mais compreendê-la. Ambições e mais e ambições do que tão pouco ambicionável é”. Relata, em seu livro (Dom Pedro II), o escritor José Murilo de Carvalho.

 O Prefeito Zé Eduardo é o que recebe a maior parte R$ 25 Mil mensal, quantia esta que somada ao ano chega de casa de R$ 300 Mil; o faturamento mensal do vice-prefeito recebe R$ 7.200,00 ao mês e, ao ano, R$ 86.400,00 Mil; o Presidente da Câmara é de R$ 6 Mil, isso somado ao ano equivale à R$ 72 Mil, e os demais vereadores teve seus salários ajustados nos mesmos valores de R$ 5.500,00 mensal, a título de entendimento: os 10 Parlamentares custam aos cofres públicos ao ano (cada um) R$ 66.000,00, agora, já a somatória dos dez juntos oneram à prefeitura em R$ 792 Mil ano – esses valores são referentes ao ano, imaginem os quatros anos? 

 Se os Parlamentares, o Chefe do Executivo juntamente com o seu Sucessor trabalhassem apenas um ano de voluntário, (isso cabe aos grupos de secretários também) todo esse dinheiro arrecado de imposto e gastos com o quadro político, o quanto não beneficiaria a cidade como um todo, “A mudança que nós queremos ver na política começa na ação e na reação de cada um de nós em face à critica construtiva ao enfrentamento do que é viver para política e o que é viver dela!” 

Defender a resistência tenaz a esse modo operante de como está sendo investido o erário público, não pode ser uma mera situação de valorização da ética, da moral e dos bons costumes; é, sobretudo, emergir uma Guaíra moldada por bravos coronéis à custa de seus interesses - e não de homens cultos preocupados com o bem comum! 

 “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer” Geraldo Vandré

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