29 de fev. de 2020

Fizeram o bolo, mas você não apareceu!

Adeir Alves 

 Durante o processo eleitoral de 2016, o até então candidato Zé Eduardo empunhou sua corrida ao pleito eleitoral há época sob um plano de governo profícuo, que incluía políticas públicas em consonância com a participação cidadã junto às ações governamentais, se eleito fosse. Cabe a família guairense analisar se as promessas fecundadas durante o último processo eleitoral estão sendo executadas? 

 Há época, durante a efervescência a corrida ao cargo de Chefe do Pode Executivo Municipal, o povo abraçou a Coligação vencedora e, assim acreditou fielmente que, após ganhar as eleições, no entanto, haveria a mesma rotina, como foi antes, a de frequentar os Bairros, comer o bolo de fubá nas casas de seus eleitores, mas Zé Eduardo não apareceu! 


 Por ter derrotado à esquerda, Zé Eduardo feliz da vida com seu novo emprego, confinou-se ao gabinete, enquanto isso, o Secretário de Obras e líder do DEM no governo, José Carlos Augusto (DEM), assumiu um papel muito importante na condução da Máquina Pública; enquanto Zé Eduardo sempre foi um lindo quadro na parede do Paço Municipal admirado pelos seus apoiadores de campanha; Zé Carlos, porém, recebia os munícipes e, ao mesmo tempo, resolvia os problemas junto à Prefeitura. 

 A rotina foi se perpetuando sob a sinergia entre Zé Carlos e Povo e, com isso, a circunstância fez o responsável pelo Setor de Obras assumir o protagonismo de liderar o governo, nos últimos três anos. 

No entanto, a subserviência e o acolhimento de Zé Eduardo à sua sala, reforçou a popularidade do Líder do DEM no grupo. Zé Carlos sabe que não nasceu para contar a história e, sim, fazer parte dela.  

Assumir a função de liderança no grupo foi, antes de tudo, uma estratégia desafiadora para Zé Carlos, enfrentar a sede do vice-prefeito pelo poder, não seria uma tarefa nada fácil, mas, contudo, a experiência política do Secretário de Obras e a boa convivência com os Parlamentares da base seria o escudo que ele usaria contra a matilha indômita do sucessor do Prefeito. 

Não havia sentido, para Zé Carlos, aceitar fazer parte de uma gestão trapezista, segurar a escada para Zé Eduardo subir no trapézio e, depois, derrubá-la sepultando a oportunidade de escolhas do grupo. Enquanto Zé Eduardo fechava a porta do gabinete tomando medidas impopulares, o líder do DEM abraçava o Povo e, ao mesmo tempo, acendia sua ascensão popular. 

 Nos Bairros cresce o descontentamento dos moradores pelo sumiço do Gestor Municipal. No inicio da Administração preparam a massa e fizeram o bolo, que tanto foi mencionado pelo atual prefeito, mas ele não apareceu para comê-lo junto com seu eleitorado.

 Na reta final de sua Governança, frequentar os Territórios levantando a bandeira do Carnaval que teve um custo de quase R$ 400 Mil Reais aos cofres públicos, não é a melhor maneira de Zé Eduardo preparar o terreno, para a reeleição de sua Gestão, pois, convencer os moradores a dar seu voto de confiança novamente, é gastar sola de sapato à toa. Mas, Zé Carlos pode fazer a diferença restaurando a confiança de todos, evocando a chance de continuarem à frente da Prefeitura. 

 “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer” Geraldo Vandré

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