24 de ago. de 2020

“A política injusta destrói o político, o político sem valores éticos faz um mal danado ao município”!

Adeir Alves: 

 Com a aproximação das eleições municipais deste ano, há um assunto que vem passando despercebido entre os eleitores, as influências pusilânimes de empresários nos governos. 

Durante a efervescência da disputa eleitoral, em muitos casos, os empresários milionários, sempre são os mesmos influenciadores nas eleições sob a égide de seu poder financeiro, pois, no entanto, oferecem ajuda (dinheiro) para bancar a campanha, e é aí que começa o jogo pífio do benefício próprio! 

 Após o grupo político vencer as eleições com a ajudinha do colaborador, vem à cobrança e participação do dedo irresponsável de empresários na vida das prefeituras, e o resultado: Fragilidade nos serviços públicos e o endividamento da máquina pública! “A política injusta destrói político, o político sem valores éticos faz um mal danado ao município!” 


 O poder de mando dos financiadores de campanha não têm sido notado pelos munícipes e, com isso as prioridades e a agenda pública sempre vão estar em segundo plano, quem sabe para uma possível reeleição!? “Um governo que governa entoando a bandeira de empresários, sempre está distante de seu povo!” 

 O poder de mandar dos financiadores de campanha entre os prefeitos que aceitam, é obvio o estado de retrocessos nas gestões públicas comandada por estes. Na verdade os empresários agem como um egrégio tribunal jugando, condenado e direcionando as ações da administração a bel prazer de seus benefícios. 

 Com apoio incondicional da imprensa vendida, tudo conspira a favor do empresariado e contra quem mais necessita dos serviços públicos, os mais pobres! Por que há tantas doações de bens públicos (prédios e terras) sendo doados aos empresários sob o discurso de gerar empregos!? 

É o peso perverso do financiamento de campanha pesando na balança do desenvolvimento do município! A participação de todos não só na hora de votar, mas na nas decisões do executivo e legislativo, exercendo a cidadania como membros ativos na sociedade cumprindo com suas obrigações e defendendo seus próprios direitos. “Consoante à visão de Aristóteles, o bom cidadão, formado pelas leis deve ser um homem de bem e realizar todas as suas possibilidades humanas, conhecer a liberdade política de mandar e obedecer e ter acesso aos diversos poderes do Estado”. 

Talvez fosse a hora de os políticos pensarem mais no povo e deixarem seus interesses escusos de lado, bem como de seus apoiadores, é preciso ter atitude para fazer isso, vamos ver quem terá coragem de fazer isso, para que não haja mais empresas (Empresários) como, por exemplo, o caso da Odebrecht por aí bancando candidatura de políticos. 

 “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer” Geraldo Vandré

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